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Neurociência e o desempenho nos estudos

Alcançar o estado de exaustão e seguir um ritmo frenético de estudos não é o ideal


postado em 01/11/2019 04:00

Ângela Mathylde
Psicopedagoga 

Grande parte das pessoas inscritas no Enem passam horas estudando, acordam de madrugada para revisar o conteúdo e, até mesmo, abdicam de momentos de lazer com amigos e família para conseguir revisar a matéria durante o processo de preparação. A aproximação da data e o aumento do nervosismo intensificam essas práticas ainda mais, pois muitos acreditam que é a melhor estratégia para estudar e que, somente decorando, custe o que custar, será possível conseguir um bom desempenho. Como a neurociência analisa essa situação? Definitivamente, alcançar esse estado de exaustão e seguir um ritmo frenético de estudos não é o ideal.

A recomendação é aprender rápido e com eficiência, quando o corpo está bem descansado, alimentado, hidratado e saudável. O sono é parte fundamental do bom desempenho, mas costuma ser negligenciado. Perder  horas vitais estudando não só gera frustração e cansaço extremo, como não possibilita reter, de fato, o conteúdo. Pesquisa da Universidade de Lubeck, na Alemanha, revelou que, durante as horas de sono, ocorre a produção de proteínas responsáveis pelas conexões neurais, fundamentais para o aprendizado e a memória. Acordar de madrugada para estudar e dormir menos que o necessário diminui a capacidade de fixação do conhecimento.

Outra prática equivocada comum é abdicar de um momento saudável de descontração com amigos e familiares, parar de se exercitar e cortar o tempo dedicado a hobbies para estudar. O momento de lazer diminui o estresse, a ansiedade, ajuda a dormir melhor, gera motivação e libera endorfina, hormônio do bem-estar, conforto, e que melhora o estado de humor e gera alegria. A situação acontece muito quando o jovem está inseguro, com medo de não ter aprendido a matéria. É preciso confiança no que se faz, sem abrir mão da saúde mental.

Organizar o tempo de estudo, estabelecendo um cronograma, dividindo o conteúdo a cada semana, por exemplo, é uma boa opção. Fazer o tempo de estudo valer também é importante, ou seja, eliminar distrações e se dedicar inteiramente à revisão. Desligar smartphones, televisão e computadores ajuda a manter o foco. As duas horas de estudo com alto grau de concentração e dedicação valem muito mais que quatro com interrupções e distrações frequentes.

A recomendação para os últimos dias antes do exame é manter um ritmo saudável de estudo, sem sobrecarregar a mente, focando em revisão sobre o que foi estudado ao longo do ano, sem forçar demais a capacidade física e mental.

Deve-se reconhecer os próprios limites. Ninguém é de ferro. Todos têm necessidades biológicas, fisiológicas e emocionais e ignorar isso piora a situação. O cérebro tem uma capacidade incrível que pode ser muito bem explorada com paciência e autoconhecimento. 
 


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