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Estado de Minas

Finanças pessoais: é simples lidar


postado em 03/08/2019 04:06





Simples, como? É a pergunta que se faz quando planejar as finanças tira o sono de muita gente e parece ser algo de outro mundo. Primeiro, é preciso esclarecer que o mundo das finanças está cheio de máximas, como "quem compra terra não erra", "dinheiro não traz felicidade" e "mais vale um gosto do que dinheiro no bolso". Quem nunca se pegou caindo nelas ou "comprando" ideias e fórmulas mágicas sem questionar? Algumas podem até levar ao êxito financeiro, outras não. É aqui aonde quero chegar. Em se tratando de mercado financeiro, é melhor ter o seguinte pensamento: "minha máxima é não ter máxima". Afinal, os recordes existem para ser quebrados e históricos de passados gloriosos são destruídos por ações insensatas que afetam o presente e o futuro.

Vamos analisar, primeiramente, "quem compra terra não erra". Essa é, sem dúvida, uma máxima questionável, pois embora seja positivo investir em um imóvel, que é algo tangível (exceto em alguns casos, quando é comprado na planta) que elimina o risco de crédito, há outras ameaças. Entre elas, o risco de liquidez que se refere ao tempo necessário para transformar o imóvel em dinheiro. Quanto mais tempo se gasta, menos liquidez aquele imóvel ou investimento tem. Temos, ainda, o risco de mercado, ou seja, a oscilação do valor do imóvel ao longo do tempo. Longe de mim defender que não se deve adquirir imóveis, mas em caso de elevações de juros, mudanças em políticas de financiamento, imprevistos e endividamentos, ter um terreno ou imóvel pode não ser garantia de situação financeira plena.

Outro caminho perigoso é pensar que "dinheiro não traz felicidade". Antes é preciso avaliar se riqueza e felicidade são sinônimos.  É felicidade o sentimento de alívio ao pagar as contas no fim do mês e se livrar de dívidas que há um bom tempo incomodavam? Usar o dinheiro para ajudar o próximo, cuidar da saúde e pagar uma boa escola para os filhos, ir a um restaurante com amigos, fazer uma viagem internacional e comprar um carro novo deixam alguém feliz? Mesmo que não seja exatamente sinônimo de felicidade, considero o dinheiro fundamental para fazer atividades importantes. Se usados com bom senso e consciência tranquila, os recursos financeiros proporcionam, sim, muitas alegrias. Nada é garantia de felicidade, mas a falta do dinheiro – muitas vezes – é motivo de grandes infelicidades e tragédias.

E o que dizer do popular ditado "mais vale um gosto do que dinheiro no bolso"? Será que dinheiro é sinônimo de prazer? Percebo que o consumo excessivo e a  busca desenfreada pela satisfação material estão mais associados ao desprazer. E a minha certeza só aumenta quando me deparo com pessoas enfrentando dificuldades financeiras que poderiam ter sido facilmente evitadas. Se estou com muita vontade de beber um vinho importado ou de assistir a um show, é  importante avaliar quanto pode custar a satisfação desses desejos. Ficar endividado e sem condições de honrar compromissos e sonhos mais distantes podem ser motivos de maiores tristezas no futuro do que as alegrias momentâneas vividas.

Uma excelente alternativa para não passar dificuldades financeiras é criar o hábito de poupar e sentir prazer em economizar. Um benefício dessa postura é conquistar a tão sonhada independência financeira. Um bom planejamento, para reunir dinheiro e evitar o risco de dívidas, é melhor do que  acreditar em falsos gurus que prometem caminhos fáceis. Buscar conhecimento e sempre que necessário contar com a ajuda de um profissional que saiba orientar corretamente podem tornar a vida muito mais interessante. Usar o dinheiro com inteligência é a máxima mais verdadeira que conheço.
 


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