Conteúdo para Assinantes

Continue lendo ilimitado o conteúdo para assinantes do Estado de Minas Digital no seu computador e smartphone.

price

Estado de Minas Digital

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas digital por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Estado de Minas

Retrato da sala de aula

A sala de aula nada mais é do que uma fabriqueta de analfabetos funcionais


postado em 24/06/2019 04:05

A educação foi e é um divisor de águas para vários países. Não é mais novidade para ninguém que, sem uma educação de qualidade, nenhum país alcançará índices aceitáveis de qualidade de vida.

Todavia, a questão é muito mais complexa do que simplesmente oferecer um ambiente escolar. É preciso que da escola saiam pessoas de qualidade, capazes de resolver os problemas da própria vida, bem como os intermináveis e desafiantes dilemas do país. E não há outro caminho. Ou verdadeiramente nos educamos ou continuaremos fadados ao caos social que estamos inseridos há séculos.

E para isso acontecer, entre tantos outros desafios que envolvem a educação, devemos encarar o que ocorre numa sala de aula. Sou capaz de afirmar que a grande maioria das pessoas que não estão ligadas, diretamente, ao ambiente escolar nem imagina o que se passa numa escola. Literalmente, vivemos um momento turbulento na educação brasileira, nossas salas de aula beiram uma anarquia generalizada, com raras exceções. Nossa educação é um mundo do faz de contas.

Pouquíssimos são aqueles que, de fato, podemos chamar alunos. Infelizmente, a grande maioria é simplesmente frequentador da escola. Não quer absolutamente nada daquilo que se refere ao ato de aprender. A indisciplina se generalizou nas salas de aula e gastamos mais tempo combatendo a indisciplina do que ensinando. Infelizmente, as diversas salas de aula refletem todos os problemas que permeiam a sociedade brasileira.

A sala de aula é uma reprodução real da nossa sociedade. Nela, observamos tudo, e neste contexto não há criatividade didática que dê conta. Ensinar para quem não quer aprender torna-se uma missão que beira o impossível. E vou além: nossos alunos apresentam tantas outras prioridades, provenientes do mundo em que vivem, que a escola parece não fazer sentido para eles.

A violência física ou verbal é uma constante; há uma falta de interesse total nas atividades escolares; enfim, vivemos um modelo falido de educação. Positivamente, enchemos as escolas e popularizamos a educação, mas ainda não conseguimos dar o próximo passo, que é qualificar nossas ações.

No Brasil, volto a repetir, com raras exceções, pois sabemos que elas nos mostram que há humilde luz no fim do túnel, a sala de aula nada mais é do que uma fabriqueta de analfabetos funcionais, que se orgulham por ter um diploma, enganam-se profissionalmente, e pouco se importam se realmente sabem alguma coisa.

Quando a sala de aula é abandonada, o que acontece constantemente no Brasil, pode-se pensar em tudo, mas provavelmente nada de concreto vai acontecer. Continuaremos a viver aquele velho jargão: "O professor finge que ensina e o aluno finge que aprende". Triste é ver os poucos alunos que querem aprender no meio dessa baderna toda. Haja força de vontade para tentar nadar contra a maré!


Publicidade