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Estado de Minas

Que medo de Moro!


postado em 17/06/2019 04:05

A que extremos de canalhice leva o medo que o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, inspira nos corruptos! Eles – lógico que me refiro aos petistas/esquerdistas desonestos, pois há entre eles honestos e bem-intencionados – tudo têm feito para afastar Moro da vida pública, da atividade que lhe proporciona condições de punir os que assaltam os cofres da União e os das empresas estatais.


A mais recente tentativa aconteceu na semana passada. Descobriram, ou participaram da descoberta, gravações de mensagens supostamente trocadas há muitos anos entre o magistrado que comandou, lá de Curitiba, a chamada Operação Lava-Jato, a que levou à prisão o ex-presidente Lula da Silva e muitos de seus companheiros, e os procuradores federais que investigaram e comprovaram as falcatruas praticadas pela já famosa Orcrim, organização criminosa que tem Lula como seu líder maior. Com o apoio da mídia amestrada, saíram de porrete contra Moro, o temido, e contra Deltan Dallagnol e seus colegas da Procuradoria federal, a que investiga, apura e denuncia a bandidagem.


As mensagens trocadas e divulgadas, se verdadeiras, não comprometem nem Moro nem Dallagnol. São apenas troca de impressões, de informações, de comentários, normais e habituais entre magistrados, promotores/procuradores, advogados e delegados de polícia, sobre processos em curso em suas respectivas áreas. Nada além disso. Queriam, os apavorados diante de Moro e Dallagnol, que eles ficassem calados, sem trocar ideias, em silêncio, mudos? Nenhum comprometimento, nenhum posicionamento que poderia ser considerado suspeito ou inadequado consta dos diálogos revelados pelos hackers criminosos. Como disse a deputada, professora e criminalista famosa Janaína Paschoal, "apenas espumas, nada mais que espumas, sem nenhum conteúdo suspeito".


O crime, no caso, foi praticado pelos que teriam gravado supostas mensagens trocadas via internet. Punir o autor e os mandantes é o que se espera, e o que o governo está fazendo. É o caso de perguntar: quem se beneficia com a gravação divulgada? Basta pensar.


Gravar e divulgar conversa particular entre duas ou mais pessoas constitui delito grave, por invadir o direito à privacidade. Sobre o crime praticado pelos que gravaram e divulgaram a suposta troca de mensagens, pouco se fala. A mídia, com as exceções de sempre, não dá o destaque devido ao fato delituoso, ao mesmo tempo em que jornais e TVs, aqueles, abrem manchetes sensacionalistas contra Moro e Dallagnol.


A OAB nacional – não confundir com a OAB mineira, sóbria, correta – aproveitou para tentar, como sempre faz, envolver o juiz, hoje ministro, e os procuradores, em conduta que infringiria a legislação e a ética, pedindo, absurdo!, que Moro e Dallagnol sejam afastados das funções que exercem. Respeitável no passado, a OAB é hoje presidida por um comunista, eleito por petistas/esquerdistas decididos a assumir o comando do maior número possível de entidades profissionais e associativas em todo o país. É o que estão tentando fazer com a ABI (Associação Brasileira de Imprensa), como comentarei mais adiante. Tudo para prejudicar Bolsonaro e por medo de Moro.


Vale lembrar a "coincidência" da divulgação das mensagens editadas, manipuladas, supostamente comprometedoras, com a decisão do ministro Gilmar Mendes liberando, para julgamento imediato, "habeas corpus" impetrado há meses pelos advogados de Lula para libertar o chefe da Orcrim, sob o argumento de falta de isenção do juiz Sérgio Moro, que o condenou. Condenação, aliás, confirmada em todas as instâncias da Justiça.

ABI
O caso da ABI confirma o que tenho escrito a respeito de oposicionistas e entidades associativas. A ABI congrega jornalistas de todo o país e passou algum tempo apagada, omissa, dominada por um pequeno grupo inexpressivo em termos de jornalismo atuante, como acontece com a nossa desmaiada, ainda não morreu, AMI. A história da ABI registra posicionamentos marcantes e dignos em um passado glorioso. Assumir seu comando passou a ser cogitado por dois ou três grupos. Um deles formado por petistas/esquerdistas decididos a reeditar na ABI o que conseguiram na OAB, na UNE e outras mais, ou seja, incorporar a entidade, de tradição apartidária, ao que chamam de "governo paralelo", em oposição ao de Bolsonaro.


Associados e não associados, diante da ameaça autoritária, recorreram à Justiça, que lhes deu razão, cancelando a eleição já marcada. Novo edital foi publicado, novas chapas foram registradas, entre elas a "Barbosa Lima Sobrinho", com proposta de abertura democrática e apartidária, que me foi enviada pelo jornalista Washington Machado, coordenador do grupo.
Vale lembrar que, há alguns anos, jornalistas mineiros acionaram a Justiça com o mesmo objetivo, mas um representante do Ministério Público estadual arquivou o pedido alegando que a chapa eleita havia sido registrada no cartório de títulos e documentos... Para comparar: os condenados na Lava-Jato estavam com suas contas de campanha aprovadas pela Justiça Eleitoral. Oh, Minas Gerais!


A VETUSTA E A AML
Muito aplaudida a palestra do diretor da Faculdade de Direito da UFMG, professor Hermes Guerrero, sobre a história gêmea daquela escola, que nós, ex-alunos, chamamos de "vetusta", com a Academia Mineira de Letras. A AML foi fundada em Juiz de Fora, a Faculdade Livre de Direito em Villa Rica (Ouro Preto), no século 19. Lotado o auditório da AML, na noite de segunda-feira. Guerrero revelou que 90% dos acadêmicos, os "imortais", formados em direito, eram ou foram jornalistas. O que faz sentido. Os grandes jornalistas do passado eram, quase todos, oriundos das salas de aula da faculdade.


VEXAME
Prefiro não comentar hoje o que estão fazendo com a reforma da Previdência. Seis meses em discussão! Remember, Rodrigo Maia, a que Temer mandou e que ficou sepultada em sua mesa.


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