A saúde do bebê é a maior preocupação dos pais durante a gravidez. A rotina de exames de imagem permite verificar se a criança vai nascer perfeita ou se o casal terá que se preparar, desde já, para algum tratamento médico, logo nos primeiros meses de vida, para correção de algum problema como, por exemplo, a deformidade popularmente conhecida como pé torto congênito, uma anomalia que tem cura e que pode ser resolvida nos primeiros anos de vida.
De acordo com a literatura médica, um em cada 500 bebês nasce com um ou com os dois pés tortos. Esse problema pode ser detectado no exame de ultrassonografia durante a gravidez e não é motivo para pânico e tristeza. Com o tratamento precoce, iniciado logo nos primeiros meses após o nascimento, é possível assegurar à criança uma vida absolutamente normal no futuro.
O chamado pé torto congênito é a patologia ortopédica de má formação congênita mais comum que existe. Em 50% das vezes, a criança nasce com os dois pés tortos. Quando há casos na família, esta probabilidade é maior.
O tratamento deve começar logo que o bebê completar duas semanas de vida, após avaliação médica para observar o grau e a intensidade do problema. Ele é feito com a aplicação de gesso seriado, substituído a cada semana. Essa técnica foi uma das maiores evoluções da ortopedia pediátrica porque não atrapalha em nada o desenvolvimento da criança.
Depois que a deformidade é corrigida, ela deverá usar uma órtese de abdução – sapatinhos especiais para o período noturno, até completar três anos. Durante o dia, ela poderá calçar qualquer modelo.
Nosso objetivo, com esse tratamento, é garantir um excelente grau de funcionalidade dos pés, para que a criança possa ter uma vida normal, com condições para se locomover e até mesmo para praticar diversas modalidades esportivas.
O importante do tratamento é começá-lo rapidamente porque uma deformação ortopédica, quando não corrigida ou controlada, pode acarretar outras. Quem têm pé torto congênito não pisa com a planta do pé, mas com a borda lateral, o que limita os movimentos, causa dores e calosidades e, ainda, exige o uso de calçados especiais.
Infelizmente, não são raros os casos de crianças e até mesmo de jovens e adultos iniciarem o tratamento tardiamente. Para essas pessoas, geralmente, a cirurgia é a terapia mais indicada, e, no caso do atendimento ambulatorial, os procedimentos recomendados são dolorosos e a qualidade final não é a mesma alcançada quando tratada nas primeiras semanas de vida..