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Ignorem o filósofo, vomitem a lagosta


postado em 13/05/2019 05:04

Meu Deus, o que um dito filósofo que vive nos Estados Unidos há alguns anos tem de tanto especial para que, mais de uma vez por dia, apareça na televisão e nos jornais impressos, deitando (evito o palavrão) regras e comentários sobre questões políticas internas do país que ele deixou, trocando por outro?

Ficou cansativo ver todos os dias o tal dito filósofo, sentado em sua poltrona, olhando de lado para a câmera que o filma, logo para nós, otários, aqui no ainda pouco desenvolvido país que ele deixou, sabe-se lá o motivo, atacando, com palavras duras e muitas pouco educadas, políticos que não pensam como ele, militares que ele desdenha. Por que será que o mesmo não acontece com outros filósofos, doutores, pensadores, professores, que também moram por lá, e que nunca são chamados a falar sobre o novo governo, sobre política, democracia, militares etc. e tal? São esquecidos, ignorados, enquanto o tal dito filósofo, sr. Olavo de Carvalho, deita e rola com sua verborragia fastidiosa, aboletado em sua poltrona, nos olhando sempre de lado, e com um sorriso irritantemente irônico, debochado?

É o que todos se perguntam. Seria por que ele é considerado o guru inspirador do bolsonarismo? Seria por sua ligação com os filhos do presidente eleito? Seria por comandar, lá de longe, doutrinariamente, o governo?

Observador neutro, procuro ser justo na análise positiva que faço do presidente Jair Bolsonaro e de seu ministério. Tenho aprovado, quase todas as medidas anunciadas nos quatro meses e meio pelos novos gestores de Brasília. Ressalto as que têm sido anunciadas pela competência, isenção e patriotismo de dois ministros, Paulo Guedes, na Economia, e Sérgio Moro, na Justiça. E, como observador neutro, percebo que os menos culpados pelo que relatei aí em cima são o sr. Carvalho, o presidente Bolsonaro e seus ministros, vítimas das diatribes olavianas.

Então, por que a situação chegou a um ponto tão perigoso pela repercussão que tem tido, até internacional, e pelas consequências que pode provocar? Quem é o causador de tudo isso?

Por trás, ou na frente, como queiram, de tudo, está a dita oposição ao governo. Digo “dita”, pois não constitui uma oposição como a entendemos na boa política, uma oposição de fundo doutrinário, de divergência de conceitos e de teses, respeitada e válida. Os que se opõem a Bolsonaro e a seus ministros agem movidos pelo inconformismo com a perda do poder, das mordomias, da impunidade, das vantagens indevidas, da corrupção enriquecedora dos aproveitadores de sempre. São chamados de órfãos de Lula, de Dilma, do petismo, até dos tempos de Fernando Henrique Cardoso, que se apresentava como democrata, mas que no fundo integrava a esquerda radical.

Como a orfandade irresponsável age para se opor, para tentar derrubar, para buscar demolir todos os projetos, por mais corretos e bem formulados que sejam, apresentados ao Congresso pelos novos governantes? Simples: usando e abusando de todos os meios possíveis, os mais absurdos, os mais condenáveis, para desmoralizar o presidente e seus ministros. Criando versões fantasiosas, virando e revirando o passado de todos eles, buscando qualquer fato, por menor que seja, que possa afetar a vida pública e particular de qualquer deles.

Encontraram em Olavo de Carvalho, boquirroto em busca de fama, de notoriedade, de repercussão, de ser lembrado no seu país de origem, um veio farto e pródigo a ser explorado. É o que têm feito, com facilidade e sucesso. Basta entrar em contato com o senhor imigrante, hoje a parafernália tecnológica tornou tudo mais simples e fácil, e colocar a imagem e a baboseira verbal do filósofo no ar. Em segundos, o estrago está feito, a intriga, que pretende dividir e incompatibilizar civis e militares do governo, está instalada. Os comentaristas, especialmente aqueles já sabidos oponentes do governo, aproveitam as gravações, as entrevistas, as declarações estapafúrdias, para cumprir a missão divisionista que desejam implantar. Haja paciência!

E agora? A solução é fácil. E já foi exposta com clareza pelo próprio presidente e pelos militares sempre lúcidos e atentos aos divisionistas. O dito filósofo Olavo Carvalho, como qualquer pessoa, tem todo o direito, garantido constitucionalmente, de falar e declarar o que pensa, sem censura, sem peias, sem cortes. Basta, para acabar com o quiproquó, ignorá-lo. Deixem o homem comentar o que quiser, em busca de fama e de manter seu nome em evidência. Não respondam. Não divulguem. Sabendo, porém, que os da mídia contrariada com a nova ordem tentarão continuar a campanha de suposta oposição, baseada no palavrório desconexo de um filósofo que preferiu filosofar suas asneiras nos ouvidos de outros povos, que não entendem nosso idioma, nem querem saber de filosofias baratas de segundos e terceiros mundos.

Fácil, como se vê. Mas difícil, pela insistência dos recalcados.

INDIGESTAS
1 - Comissão do Legislativo transfere a Coaf, que investiga lavagem de dinheiro, inclusive por deputados, do Ministério da Justiça, de Moro, para o da Economia.
2 - STF manda conceder indulto de Natal, de 2017, para corruptos de colarinho branco, condenados na Lava-Jato.
3 - STF abre concorrência para comprar lagostas, uísque de 18 anos, vinhos premiados, para suas refeições. Uma juíza lúcida sustou a concorrência. STF recorre, um desembargador revalida o absurdo. Quanta insensibilidade! Enquanto o povo come arroz com feijão, os mais sortudos, ou passa fome, 11 doutores da corte maior se lambuzam com lagostas, se fartam com bebidas premiadas. Nenhum recusou, nem a mineira tão sóbria e séria. Seria por coleguismo ou por conveniência? Todos calados, como ficam ao embolsar penduricalhos que dobram seus cheques. O povo, com os impostos, paga a conta da farra indevida.
4 - Consequência: indigestão e vômito.


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