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Estado de Minas

A difícil vida de técnico esportivo


postado em 01/05/2019 05:04

 

 







A profissão de técnico esportivo, embora tenha uma aparência festiva e alegre, principalmente no decorrer das disputas, talvez seja a mais árdua e espinhosa entre todas. Na conceituação geral, injustificadamente, quando uma equipe vence, a façanha é atribuída aos atletas, mas, quando perde, é por exclusiva culpa da direção técnica. Precisamos inverter essa equação.

Durante o jogo, o técnico deverá concentrar toda a sua atenção no desempenho das equipes, a sua e a do adversário, para distinguir, o mais rápido possível, onde se localizam as falhas de cada uma delas, a fim de, na primeira oportunidade, corrigir os defeitos que detectar na sua equipe e orientá-la no sentido de anular os pontos positivos e explorar os pontos negativos da equipe adversária. O técnico deverá estar ciente de como joga seu adversário. Por isso, é importantíssimo o trabalho de espionagem à equipe concorrente. Essas providências serão necessárias para que não haja surpresa durante o jogo. É muito comum um técnico ser considerado um bom treinador e não ter um bom desempenho à beira do campo, e vice-versa. Uma coisa é dar treino, outra é dirigir a equipe durante o jogo. Convenhamos: ser treinador é uma coisa, técnico é outra.

É interessante observar que, nas substituições, o técnico deverá contar com um pouco de sorte. Já vi técnicos fazerem substituições pouco recomendadas, e até mesmo imprudentes, e dar certo. Mas também, em outras situações, vi substituições perfeitamente corretas e coerentes, e dar tudo errado. Devemos admitir: o imponderável faz parte do jogo. Em um jogo, uma mesma substituição poderá dar certo e em outro, dar errado. Além da comissão técnica, a grandeza e a projeção da equipe dependem da contribuição de cada um de seus integrantes. É natural que determinados atletas deem maior contribuição para o sucesso da equipe do que outros. É lamentável, entretanto, que uma minoria chegue ao cúmulo de prejudicar, não justificando, portanto, sua escalação, e muito menos sua presença em campo.

O apoio dos dirigentes, a qualidade dos treinamentos, a participação atuante e vibrante do técnico durante os jogos, as condições físicas, o desempenho técnico individual e o sistema tático coletivo exercem grande influência no resultados finais das partidas. Entretanto, as vitórias são mesmo conquistadas por disciplina, espírito de equipe, desejo de vencer, seriedade e brio dos jogadores. Uma equipe composta por atletas covardes, indisciplinados, mascarados e indiferente à vitória e à derrota dificilmente conseguirá obter, nas competições, resultados que sejam dignos de louvor. O atleta, por melhor que seja individualmente, se for desgarrado do espírito de equipe e dos objetivos dos demais companheiros torna-se uma peça inútil e, pior, prejudicial ao time. Nas vitorias, tudo são flores e afagos, mas, nas derrotas, o bicho pega.

É prudente que os técnicos façam o máximo que puderem em benefício de seu clube e zelem pelos interesses da equipe. Todavia, dentro de certa linha de equilíbrio emocional, ética e elegância. Sendo ele um profissional do esporte, poderá estar servindo a uma agremiação esportiva hoje e a outra amanhã. Portanto, os técnicos devem ter muito cuidado com declarações e atitudes. Podemos perder o jogo, mas, jamais, a linha e a compostura.


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