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Estado de Minas

Milhão x bilhão. A ordem é: Ocupem tudo


postado em 15/04/2019 05:04

Teria sido por frustração? Pode ser, não há outra justificativa para o que o Judiciário faz contra o ex-presidente Michel Temer. A prisão dele foi decretada de modo abusivo, desamparada de sustentação legal. Não havia, quando da ordem de prisão, nenhuma denúncia, nenhum processo aberto contra ele. Tão ilegal que foi cancelada por uma desembargadora.

Dias depois, o mesmo setor do Judiciário, o do Rio de Janeiro, abre processo contra Temer, e junta a ele sua filha Maristela. Qual o crime de que pai e filha estavam sendo acusados? Enriquecimento ilícito. A reforma da casa de Maristela teria sido projetada pela mulher (arquiteta) do seu melhor amigo e suposto cúmplice. E o custo da obra coberto com dinheiro desviado de uma estatal.

Não faço a defesa do ex-presidente. Apenas constato fatos. Se ele cometeu atos ilícitos, se foi corrupto, que seja investigado, processado e punido, como manda a lei. Mas o que está sendo alegado para a abertura do processo contra ele e sua filha carece de fundamentos legais.

A moça mora – as fotos nos jornais e na tv mostram – em uma casa comum. Confortável, mas sem luxo, sem exagero de novo-rico, nada de jardins enormes, torres, fontes luminosas. Uma casa de dois pavimentos do mesmo nível de milhares de outras parecidas que existem em todos os bairros residenciais de qualquer cidade brasileira. Ela queria fazer uma reforma no mesmo padrão austero. Por sugestão de seu pai, o então presidente Temer, pediu a ajuda de arquiteta amiga da família, casada com o amigo do então presidente. Como faria qualquer pessoa, qualquer um de nós, inclusive os que agora denunciam pai e filha. Se vou fazer uma obra, construir ou reformar um imóvel, e se tenho ao alcance de meu telefone uma prima, um sobrinho, um neto, uma amiga arquiteta, logicamente que irei pedir ajuda a eles. Foi o que ela fez. Poderia, se não se importasse com o custo, a despesa, os honorários etc., procurar uma das empresas famosas que temos por aí. Não fez isso. Preferiu solicitar os conselhos e o projeto da arquiteta amiga. Há crime nisso?

Apenas por isso, sem nenhuma prova de ilegalidade, sem que o orçamento total da reforma tenha sido acima do que qualquer reforma custa para qualquer um, em torno de R$ 1 milhão (tudo incluído). Temer e Maristela estão sendo processados, com seus nomes, suas fotos (ela não é política, é filha de um político importante e odiado por seus adversários) divulgados pela mídia, como corruptos.

Para comparar: a Polícia Federal, o MPF e a Receita, todos de São Paulo, constataram desvio de R$ 850 milhões no caixa da nossa conflagrada Cemig. Prisões e apreensões foram feitas, aqui e alhures. Ou seja: 850 vezes o preço da reforma.

O Ministério Público deve saber, como todos os brasileiros sabem, que o filho do ex-presidente Lula da Silva, o Lulinha, é hoje um dos homens mais ricos do país. O modestíssimo empregado de zoológico enriqueceu no governo de seu pai e no de Dilma Rousseff. Virou empresário bilionário. Milhão, como foi gasto na tal reforma, para ele é merreca. Dono de frigoríficos, de fazendas, de milhares de cabeças de gado, de jatinho particular, de luxuosas casas, aqui e em Miami. E até agora não foi alvo de investigações por enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, propinodutos etc.. Não é muito estranho?

Enfim, vamos esperar para ver o que acontecerá com a moça discreta e modesta, que reformou sua casa classe média com a ajuda (que crime!) de arquiteta amiga de sua família.

Ocupação

Os órfãos do petismo não dão folga. Continuam tentando invalidar todas as iniciativas do presidente Jair Bolsonaro e de seus ministros, especialmente o da Economia, Paulo Guedes, e o da Justiça, Sérgio Moro, que visem salvar o país do caos generalizado em que foi jogado pela irresponsabilidade e desonestidade dos governos Lula e Dilma. O que aconteceu na sessão da Comissão de Constituição e Justiça, que analisa o projeto de reforma da Previdência, quando Guedes foi agredido verbalmente e ameaçado de agressão física pelo filho do guru de Lula, José Dirceu, foi apenas mais um capítulo de um enredo sujo que não acaba nunca.

Agora, mais um lance da campanha é revelado nas redes sociais. Dirceu determinou aos que o seguem – petistas e coligados sempre o obedecem – a continuidade do movimento de ocupação, por seus partidários ou por terceiros, chamados "laranjas", do maior número possível de entidades representativas de todas as classes. Foi o que ele já conseguiu em muitas delas, no Rio, em Brasília, na Bahia, em Recife e no Norte e Nordeste. A presidência da OAB-nacional, entregue a um "companheiro" fiel, é considerada uma das mais importantes conquistas do grupo.

A ordem de Dirceu, dada em janeiro e reiterada em março, é dirigida, agora, de forma impositiva, aos coligados de Minas, do Espírito Santo, do Mato Grosso do Sul, de Goiás: "Ocupem, direta ou indiretamente, o comando do maior número possível de federações, associações, de editorias de jornais, de centros culturais e universitários, de academias de letras, de entidades que tenham representatividade social e cultural. E nos ajudem nas manifestações contra o novo governo".

É o que está sendo tentado, aqui e naqueles estados, através de reuniões de dirigentes dos partidos de esquerda, de ex-governadores petistas e de seus auxiliares, como Fernando Pimentel com seu grupo. Dirceu, inteligente, quer engrossar nacionalmente o coro de protesto que já existe no Rio, Brasília, São Paulo, para conseguir destaque no noticiário da mídia amiga, levantando a massa de ingênuos contra todos os projetos anunciados por Bolsonaro e seus ministros.

Se a ordem de ocupação das AC, UV, OAB, AML etc., for para valer, os mineiros que se cuidem.


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