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As urgências do Brasil

Quase três meses depois de empossado, esse novo ainda não conseguiu mostrar a que veio


postado em 24/03/2019 05:05

É inaceitável para os brasileiros saber que dois de seus ex-presidentes estão presos por corrupção. O sentimento de traição queima na alma, pois espera-se que os escolhidos para liderar o país trabalhem em prol de todos, não para grupos específicos que só estão interessados em sugar o que podem do Estado. Foi justamente a revolta ante esse histórico de desmandos que levou a maioria da população a se aventurar pela proposta do novo. Uma vitória da democracia, ressalte-se.

Quase três meses depois de empossado, esse novo ainda não conseguiu mostrar a que veio. O atual governo se apresenta confuso e quase nada fez para que o Brasil pudesse, efetivamente, dar um salto em direção a um futuro melhor. Mais preocupado com questões ideológicas e com uma agenda de costumes que não conversa com a modernidade, está se metendo em crises desnecessárias e bloqueando um dos poucos projetos realmente relevantes para o país, a reforma da Previdência.

As urgências do Brasil estão escancaradas. Vejamos, por exemplo, o caso da educação. A maioria dos alunos nem sequer compreende o que lê e não consegue resolver questões básicas de matemática. Em vez de se focar em medidas que possam reverter essa triste realidade, o ministério responsável se mete em uma confusão atrás da outra por total incapacidade de seu comandante em montar uma equipe competente. O Ministério da Educação está completamente largado. Um total absurdo.

A se repetir o que se viu em seus quase três primeiros meses, o governo pode colocar tudo a perder. A população ainda está disposta a apoiar todos os projetos que tenham por objetivo tirar o Brasil das armadilhas do atraso e do baixo crescimento econômico. Mas é preciso que esse processo seja tocado por um verdadeiro líder, capaz de aglutinar apoios. Sem a união de forças, nada vai adiante. O país já sofreu demais com a divisão que se viu nas últimas eleições. É preciso grandeza.

Nos Estados Unidos, a locomotiva do mundo, um presidente tosco faz estragos. Não à toa, as projeções de crescimento para aquele país estão sendo revistas constantemente para baixo. No Brasil, porém, os erros de um governante podem levar a um desastre monumental. Basta, para isso, olhar o que ocorreu entre 2015 e 2016, quando o Produto Interno Bruto (PIB) caiu mais de 7%. As decisões equivocadas que levaram a esse quadro aterrador farão desta década um período a ser esquecido.

Apesar de dar respaldo nas urnas a um projeto de governo, a população sabe muito bem quando as coisas começam a ir mal. Aos poucos, os descontentamentos começam a ficar evidentes. Ninguém quer a repetição do filme recente que desempregou mais de 12 milhões de brasileiros. Portanto, que as lideranças escolhidas para tocar o país pelos próximos quatro anos assumam realmente as funções para as quais foram designadas e abram os horizontes para dias melhores. Não é pedir muito.


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