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País precisa de liderança

Com o fim do carnaval e a volta do Congresso ao trabalho, o governo tem condições de estruturar uma base de apoio sólida


postado em 07/03/2019 05:04

 

 






O Brasil precisa dar passos importantes – e rápido – rumo ao futuro. Desde meados de 2014, o que vemos é um país se debatendo para sair de uma severa recessão, ávido por empregos e aumento da renda. Livrar-se das amarras, porém, exige seriedade e compromisso com as boas práticas e o bom senso. É vital, portanto, que o presidente da República desça urgentemente do palanque – as eleições acabaram em outubro – e passe a trabalhar em favor da população. Pregue a união e não a divisão da sociedade.

Os desafios enfrentados pelo Brasil são enormes. Não será por meio de mensagens em redes sociais que o chefe do Executivo entregará o que o prometeu quando se colocou na disputa para comandar o país. A maioria da população lhe deu um mandato de quatro anos para que reconstrua as bases do crescimento econômico e afaste as mazelas que tanto massacram os cidadãos mais pobres, que não têm acesso a sistemas de saúde e educação eficientes e são as maiores vítimas da violência.

Sim, o mundo mudou. A forma de os políticos se comunicarem com a sociedade ficou mais fácil e mais rápida, mas é inaceitável que se recorra a vídeos escatológicos para atacar os críticos e os descontentes com o governo. É necessário maturidade e liderança. Como conduzir um país como o Brasil, com todos os seus problemas e as suas demandas, sem tais predicados? Como convencer o Congresso da importância de se aprovar um projeto tão contundente como o da reforma da Previdência se o diálogo não se dá de forma serena, transparente, como se exige em uma democracia sólida?

Os dados estão aí para todos verem: sem os ajustes no regime previdenciário, não dá para se falar em retomada do crescimento. Quanto mais a reforma demorar, menor será a taxa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB). Não por acaso, as expectativas positivas em relação à economia estão se deteriorando. No início do ano, havia estimativas de incremento de mais de 3% para o PIB. Agora, 2% viraram teto. É muito pouco ante a realidade assustadora do país, de quase 13 milhões de desempregados.

Felizmente, ainda há tempo. Com o fim do carnaval e a volta do Congresso ao trabalho, o governo tem condições de estruturar uma base de apoio sólida, que garanta a aprovação, se não na íntegra, da maior parte das propostas que podem garantir uma economia ao país de R$ 1,1 trilhão em 10 anos. Deputados e senadores já avisaram que estão dispostos a avaliar o projeto preparado pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes. Desde, é claro, que o Palácio do Planalto tenha consciência do tamanho do seu papel e que seu comandante máximo faça valer todos os votos que recebeu.

O governo tomou posse há mais de dois meses. Já teve tempo de sobra para mostrar serviço. Não foi o que se viu até agora. A lua de mel com eleitores está acabando. Os agentes econômicos estão passando do estágio de confiança para o da frustração. Se não se atentar para isso, o Planalto enterrará o sonho de mudança que embalou o país. Governar exige grandeza. Está longe de priorizar apenas aqueles que lhe dão apoio. A realidade vai muito além dos 280 toques do Twitter.


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