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O cerco se fecha

Maduro não terá para sempre a proteção dos generais, geralmente bem posicionados em cargos e funções rentáveis


postado em 06/02/2019 07:42

 







A cada dia que passo o cerco se fecha, em torno do ditador venezuelano Nicolás Maduro, para que deixe a Presidência de seu país e aceite convocação de eleições gerais livres o mais rápido possível. Acusado de ter sido eleito para um segundo mandato em um pleito marcado pela ausência da oposição e por acusações de fraude, o bolivariano Maduro se agarra ao poder com o que lhe resta. Sustenta-se pelos tanques e baionetas das Forças Armadas e de grupos de milicianos que espalham terror entre os que ousam contestar o regime repressivo vigente, especialmente durante as manifestações de rua que tomaram conta do país nos últimos tempos.

No plano internacional, recentemente, o opositor Juan Guaidó foi reconhecido como presidente interino da Venezuela – ele foi indicado pela também opositora Assembleia Nacional – por 17 nações europeias, depois de um ultimato a Maduro. O apoio se deu entre os 28 membros da União Europeia (EU), incluindo os principais países do continente, a exemplo do Reino Unido, França, Alemanha, Espanha, Portugal, Holanda, Suécia e Dinamarca.

Logo depois de o líder político contrário a Maduro ter sido apontado para exercer o cargo, mês passado, outros 16 governos, principalmente da América Latina, o reconheceram como chefe supremo de seu país, como o Brasil, Colômbia, Chile e Peru, além de Estados Unidos e Canadá. Maduro ainda conta com o apoio da China, um dos principais compradores de petróleo da estatal PDVSA – sem a venda do combustível fóssil a economia da Venezuela entra em colapso total –, e da Rússia, grande fornecedor de equipamento bélico para o ditador, bem como Estados anacrônicos como Cuba, Bolívia, Equador e Turquia.

Organismos internacionais também se movimentam para promover ajuda humanitária ao povo venezuelano. A catástrofe socioeconômica provocada pelos governos bolivarianos – e agravada pelo atual – é de tamanha gravidade que vem causando uma crise migratória sem precedentes. Mesmo com a insistente e condenável negativa do ditador Maduro em receber ajuda humanitária, o Grupo de Lima, formado pelas países mais relevantes da América Latina, além do Canadá, conclama as autoridades – notadamente os militares – a não impedirem a entrada e o trânsito do socorro que for enviado. A população precisa, urgentemente, de assistência alimentícia, de saúde e serviços de proteção ao cidadão.

O governo considerado ilegítimo por muitas nações não pode protelar mais uma solução pacífica para o impasse com a oposição. O apoio ao presidente da Assembleia Nacional cresce a cada dia, e Maduro não terá para sempre a proteção dos generais, geralmente bem posicionados em cargos e funções rentáveis. A pressão popular e internacional aumenta e existe a promessa da oposição de convocação de eleições livres. E o reconhecimento de Guaidó com o presidente interino, por parte dos europeus, se deu sob a condição de que um novo mandatário será escolhido pelo voto e com a participação de todos os setores da sociedade da Venezuela. O povo venezuelano não merece tanto sofrimento.


Frases

"O próximo passo será apurar as responsabilidades sobre o rompimento e trabalhar para que haja punição severa e exemplar"
. Romeu Zema, governador de Minas Gerais, ao  falar sobre a
tragédia de Brumadinho e a resposta que o estado tem dado

 
"Os mais pobres e mais vulneráveis (crianças e idosos) são mais
expostos à poluição"

. Hans Bruyninckx, diretor da Agência Europeia de
Meio Ambiente (AEE), em estudo coordenado pelo órgão


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