Conteúdo para Assinantes

Continue lendo ilimitado o conteúdo para assinantes do Estado de Minas Digital no seu computador e smartphone.

price

Estado de Minas Digital

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas digital por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Estado de Minas

Temperatura máxima na Venezuela

As forças políticas da Venezuela precisam encontrar uma solução doméstica em defesa da democracia e da soberania nacional


postado em 24/01/2019 05:02




A crise política da Venezuela atingiu a mais alta temperatura desde o início da semana, quando o Esquadrão Montado da Guarda Nacional se insurgiu contra a administração de Nicolás Maduro. A sublevação foi contida pela Força de Ações Especiais da Polícia Nacional Bolivariana. Mas, ontem, no entanto, as ruas de Caracas foram tomadas por milhares de venezuelanos insatisfeitos com os governos do ditador Nicolás Maduro, e cuja reeleição não foi reconhecida por vários países vizinhos, entre eles o Brasil. Hoje, a Venezuela enfrenta uma crise econômica e política sem precedentes. Grande parte da população migra para países vizinhos em busca de alimentos e empregos, uma vez que a fome campeia pelo país.

O presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, do partido Voluntad Popular, de oposição, convocou o protesto. Diante de milhares de pessoas, ele se declarou presidente interino da Venezuela e recomendou ao ditador Maduro que renunciasse ao cargo. O gesto de Guaidó recebeu o apoio e o reconhecimento da Organização dos Estados Americanos (OEA), dos Estados Unidos, do Brasil, do Equador, do Peru, do México, da Colômbia, da Argentina e do Canadá.

Donald Trump, presidente norte-americano, foi além. Ele avisou que, se Maduro apelar para o uso das Forças Armadas, ele tem um conjunto de opções à mesa, numa ameaça velada de que poderá, igualmente, revidar à reação militar do sucessor de Hugo Chávez. O Departamento de Estado norte-americano recomendou a Maduro que renuncie à Presidência.

Maduro, por sua vez, rompeu as relações diplomáticas com os EUA e deu prazo de 72 horas para que a diplomacia americana deixe a Venezuela. Em pronunciamento à nação, ele recordou as intervenções militares dos americanos no continente latino-americano, com destaque para o Brasil. O país, lembrou ele, contou com o apoio dos Estados Unidos na década de 1960 para instalar o regime militar, que perdurou por 21 anos no Brasil. Ele apelou aos bolivarianos que resistam, ignorando totalmente a vontade da maioria do povo venezuelano.

Em meio ao caos político e econômico na Venezuela, países vizinhos, inclusive o Brasil, enfrentam dificuldades com o êxodo de venezuelanos, que, sem emprego e sem meios de sobreviver, partem em busca de uma vida melhor. Em Roraima, porta de entrada dos migrantes, a situação é dramática, tanto para o governo estadual quanto para os que chegam ao país.

As forças políticas da Venezuela precisam encontrar uma solução doméstica em defesa da democracia e da soberania nacional e, sobretudo, voltada à superação das crises, que impõem profundo sofrimento ao povo venezuelano.


Publicidade