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Estado de Minas

Espaço do leitor


postado em 18/01/2019 05:04

POVOS INDÍGENAS
Os desafios do
novo governo

Fábio Moreira da Silva
Belo Horizonte

"A vida indígena nos é dada pela multiplicidade e diversidade. Na busca de sua ancestralidade e modos de viver, hipóteses antigas assumem teses novas, que assim dão lugar a outras suposições, que também entram para a história. Escavadas, analisadas, interpretadas, vivenciadas. Seja por arqueólogos, seja por antropólogos, paleontólogos, etnólogos, sociólogos, linguistas e historiadores em geral. Na tentativa de se tentar descobrir um todo homogêneo indígena, lá estão as misturas de línguas, costumes, crenças, influências. Na literatura, por exemplo, em um dos capítulos de percursos da poesia brasileira, do século 18 ao 21, o poeta Antônio Carlos Secchin interpreta os poemas do etnólogo maranhense Gonçalves Dias (1823-1864), ressaltando a elaboração de um dicionário da língua tupi por este poeta indianista, assim como o modo como ele, Gonçalves Dias, reprocessou a alteridade das culturas, em especial as indígenas, ao longo das produções poéticas. Em 'O canto do piaga', que quer dizer 'pajé', há nas interpretações de Secchin um contraponto, que segundo ele, é um discurso premonitório das mazelas e destruição que o colonizador europeu imporia aos povos americanos. Pois bem, em comum na história, essas mazelas retratadas aos índios e as perguntas de sempre em referência às terras pertencentes hoje ao Brasil, de onde vieram? Qual a população indígena no país? Como se define um índio hoje, dada as influências e mutações de relacionamento originárias de mamelucos, cafuzos? Um pouco da realidade indígena atual: em matéria do jornal o Estado de Minas 'Saúde indígena sob novo modelo', 7/1/2019 –, outros profissionais assim surgem como os médicos e especialistas de saúde. Na notícia, a informação de que uma área que demanda o correspondente a mais de 5 milhões de atendimentos deve passar por profunda reforma no Ministério da Saúde. A maneira de se cuidar da saúde indígena no país mudará. A principal alteração será no custeio do serviço. Hoje, ONGs, associações e entidades do terceiro setor são pagos pelo governo federal para executar a tarefa. O novo ministro quer que o próprio Executivo faça o trabalho. De acordo com a reportagem, enquanto o ministro Mandetta considera que as despesas são altas e os resultados 'frágeis' para sustentar os gastos, médicos especialistas apontam o adoecimento dos indígenas por dois motivos: a aproximação repentina com centros urbanos e seus costumes e, principalmente, pela pouca ou nenhuma estrutura de atendimento de que dispõem. Ora, óbvio que a situação dispensada à saúde indígena não difere muito aos cuidados dados à população em geral. Assim, como óbvias são também as atenções necessárias e diferenciadas das quais precisam toda a população indígena em suas diversas tribos e costumes. O desafio do novo governo será conjugar uma melhor aplicação dos recursos, dando uma melhora na estrutura e nos indicadores, em um modelo que dispensa o trabalho de organizações e de especialistas que adquiriram conhecimento profundo da cultura indígena ao longo dos anos. Basta lembrar que, em meio às florestas, entre palhoças, cuias, tipitis e cabaças, e até mesmo celulares, por que não (?), existem seres humanos que necessitam de uma saúde que
vai muito além dos ritos e
cultos por eles considerados
mais que simbólicos."


LEITOR
Viagem ao tempo
das missões

Gislaine Aparecida Neves
Belo Horizonte

"Ao ler a matéria publicada no caderno Turismo do Estado de Minas,
na edição de 27/11/18, decidi conhecer a região dos Sete Povos das Missões, no Rio Grande do Sul. Fiquei encantada com o lugar, onde se enxerga longe, já que o horizonte é extenso. Surpreendi-me com a história, com a cultura e com a simpatia das pessoas. Eis uma região que merece total divulgação para que mais e mais pessoas conheçam e valorizem a sua história. Parabéns ao jornal por descobrir e mostrar lugares e recantos tão nobres, permitindo, assim, despertar o desejo de viajantes de conhecerem os mesmos."


POSSE DE ARMA
Prazo de exame
médico é estendido

Daniel Marques
Virginópolis – MG

"Por decreto, o presidente Bolsonaro dobrou o tempo do exame médico e psicotécnico que comprove capacidade para possuir de armas de fogo de cinco anos para 10 anos. Justo é também dobrar o tempo para o exame médico de motoristas. Ambos os exames servem para averiguar a capacidade do cidadão ter uma arma é única diferença é que uma é
movida a combustível e a outra a pólvora."


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