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Estado de Minas

O Brasil que todos querem

Resta torcer para que o governo empossado em 1º de janeiro mantenha a tranquilidade e o equilíbrio para tocar uma agenda reformista e modernizante da economia


postado em 06/01/2019 05:06

Apesar dos desencontros de informações na área econômica, a direção mostrada pelo governo de Jair Bolsonaro em seus primeiros dias foi animadora. Ficou claro o compromisso com a retomada do crescimento do país, com a geração de empregos e com o aumento da renda. Há a percepção de que os integrantes do primeiro escalão, sobretudo os da economia, têm a clara noção do que é preciso fazer para que o Brasil entre nos eixos novamente.

Ao que tudo indica, o país vai depender cada vez mais das decisões que forem tomadas internamente do que de bons ventos do mercado internacional, que, se ressalte, estão fracos. Ainda que Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, tenha dado notícias animadoras aos investidores, não se pode esperar muito da maior economia do planeta nem da China, a segunda. Os riscos de recessão nos EUA continuam no horizonte, assim como a perspectiva de desaceleração mais forte do Produto Interno Bruto (PIB) chinês.

Na sexta-feira, para alegria dos donos do dinheiro, Jerome Powell afirmou que é preciso ter paciência quanto aos juros nos Estados Unidos. Essa declaração foi entendida como um sinal de que o Fed poderá adiar um novo aperto monetário na principal locomotiva do planeta, depois de quatro altas seguidas dos juros em 2018. A projeção do mercado era de pelo menos mais duas elevações neste ano, o que, se acredita agora, pode ficar para depois, caso as condições econômicas exijam. A inflação norte-americana continua girando em torno de 2% ao ano, nível considerado adequado.

Se os juros nos EUA continuassem subindo mais fortemente, países emergentes como o Brasil sofreriam com a fuga de recursos. Esse movimento ficou claro no fim de 2018, quando houve boa retirada de capital da economia, o que exigiu intervenções do Banco Central para irrigar o câmbio e conter a alta do dólar, um veneno para a inflação. Se o Fed não promover novas altas nos juros, os estrangeiros tenderão a aportar mais recursos no país, mantendo o dólar num patamar mais baixo, ajudando a inflação a ficar dentro das metas e, melhor, evitando aperto monetário por aqui.

Diante desse quadro, resta torcer para que o governo empossado em 1º de janeiro mantenha a tranquilidade e o equilíbrio para tocar uma agenda reformista e modernizante da economia. Se o Brasil fizer direitinho o dever de casa e o mundo ajudar, são grandes as probabilidades de o PIB deste ano surpreender. As estimativas dos especialistas apontam para incremento entre 2% e 2,5%.

Se confirmado, um resultado nesse sentido já será muito bom. Mas se o crescimento puder ser mais robusto, melhor ainda. Não se pode esquecer que o Brasil ainda luta para se livrar dos efeitos de uma das mais severas recessões da história. Incremento mais forte do PIB significa melhoria nas condições de vida da população, com oferta maior de emprego e redução da pobreza. Esse é o país pelo qual todos anseiam.

 


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