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Estado de Minas

Coesão e consenso


postado em 25/12/2018 05:08

Encontrar um termo que caracterize 2018 constitui um desafio. Talvez dois sejam capazes de sintetizar a resposta. Um: polarização. O outro: radicalização. Com eles, a intolerância e a agressividade, que desandaram para o desrespeito a pontos de vista diferentes. Tais comportamentos, graças às mídias sociais, ganharam ingrediente que lhes potencializou os efeitos. O resultado: amizades se romperam, familiares se separaram, a fértil e necessária troca de ideias perdeu espaço.


Talvez em nenhum outro momento da história recente do país se tenha vivido clima semelhante. Antagonismo exacerbado mobilizou a campanha presidencial. Foi como se um rio colossal tivesse descido de norte a sul e dividido o Brasil em dois lados distintos. Felizmente a nação se revelou madura. As eleições, incontestáveis do ponto de vista do rigor democrático, transcorreram em clima de normalidade. Os ânimos se amainaram e a realidade objetiva voltou a pontificar. Consagrados os resultados, estamos diante de um Brasil que sabe compor as diferenças e somar propostas para edificar um governo que atenda aos anseios de todos.


Nações mais amadurecidas têm revelado a importância dos partidos políticos nas decisões nacionais. As agremiações precisam exprimir os interesses populares. De forma nítida e incontrastável. A disputa entre eles não é formulada para fragmentar a população, mas para exercitar a liberdade de escolha. Postos em discussão os programas e as ideias fundamentais, cabe ao povo decidir qual o mais oportuno e conveniente para acertar os rumos do futuro. Assim foi feito. Trata-se de etapa vencida, que abre caminho para avanços.


É hora de coesão, em que diferenças devem ser esquecidas e, ao menos provisoriamente, guardados os instrumentos de combate. O Brasil sempre demonstrou ao mundo que, apesar da dimensão continental, abriga um povo pacífico e mantém a unidade linguística e territorial.


Fato inédito do recente embate foi a presença das mídias sociais na expressão da opinião pública. Evento novo, parece ter sido inteligentemente capitalizado pelo enorme colégio eleitoral verde-amarelo. Todos puderam se manifestar livremente. Alguns recorreram à linguagem violenta, intolerantes com posições diferentes. Mostraram imaturidade. A prática política ensina que só o diálogo democrático constrói consensos, torna a vida melhor e aumenta o bem-estar.


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