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Estado de Minas

Cirurgia minimamente invasiva em ginecologia


postado em 22/12/2018 05:04

Nos últimos tempos, a medicina vem passando por profundas transformações em virtude dos avanços científicos, de forma a beneficiar o trabalho médico e a oferecer uma melhor qualidade de vida para os pacientes, com maior segurança nos procedimentos cirúrgicos, pós-operatórios mais rápidos, entre outros aspectos.


Entre as especialidades médicas, a ginecologia, por exemplo, tem passado por grandes avanços, conforme registros históricos que remontam ao século 19. As descobertas da assepsia, da antissepsia e  da anestesia foram revolucionárias para a medicina em geral, mas tiveram forte influência no surgimento da especialidade, cujo conhecimento, até então, sobre o aparelho reprodutivo e as doenças femininas confundia-se com a obstetrícia.


É sempre bom recordamos a história: a ginecologia se originou como uma especialidade cirúrgica graças a pesquisas e descobertas científicas realizadas na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, onde surgiram os primeiros ensinamentos na área. Os EUA são considerados o berço da ginecologia devido a duas experiências pioneiras no mundo: em 1809, o médico Ephraim MacDowel realizou a primeira extração de ovários, conhecida como ovariotomia; e, em 1849, J. Marion Sims inaugurou a cirurgia de fístula vesico-vaginal.


Do século 19 até o nosso tempo, os avanços da ginecologia são muitos. Um deles é a cirurgia minimamente invasiva, cada vez mais comum e eficaz. Os procedimentos, menos agressivos, são realizados em substituição à cirurgia convencional que faz grandes cortes no abdômen, como, por exemplo, na retirada de útero e de tumores como os miomas, que, em geral, hoje, não precisam ser operados e podem ser acompanhados ou tratados por medicamentos ou procedimentos como a cirurgia minimamente invasiva, que utiliza vídeos endoscópios para visualizar o interior do abdômen e órgãos genitais.  A videocirurgia em ginecologia, realmente, é um dos grandes avanços da especialidade. Ela se constitui por dois procedimentos principais, a videolaparoscopia e a videohisteroscopia. A videolaparoscopia observa diretamente a cavidade abdominal, visualizando todos os órgãos pélvicos, como o útero, trompa, ovários, alças intestinais, bexiga, peritônio e os outros órgãos abdominais. Por ser um procedimento minimamente invasivo, pode ser realizado em regime day hospital, com internação de apenas um dia, que dispõe, inclusive, de recursos cirúrgicos, podendo tratar as mais diversas patologias ginecológicas, como mioma uterino, endometriose, cisto de ovário, gravidez nas trompas, cirurgias para retirada de útero e correção de incontinência urinária.


A videohisteroscopia, técnica que nós introduzimos no Brasil e em Minas Gerais, em 1985, investiga e trata patologias do útero como pólipos, miomas, entre outras, retirando-as de forma minimamente invasiva. O procedimento é feito através da inserção do videohisteroscópio, que permite ao médico acesso ao interior do útero de maneira muito mais segura, tendo baixos índices de complicações.


Muitas são as vantagens atribuídas à cirurgia minimamente invasiva realizada por vídeos e, mais recentemente, por robôs, mas a principal reside na rápida recuperação da paciente e seu retorno mais precoce às atividades do cotidiano. Verificando os avanços da história da medicina, mais especificamente da ginecologia, observamos que a mulher do mundo contemporâneo tem muito a comemorar.


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