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Estado de Minas

Deficiência comprovada

A situação é de extrema gravidade no setor de educação básica


postado em 19/12/2018 05:04

O problema crônico do sistema educacional brasileiro foi, novamente, demonstrado, como vem sendo feito com frequência, nos últimos anos, por estudos das instituições oficiais e extraoficiais da área. Levantamento do movimento civil Todos pela Educação aponta que não será alcançada a meta de que pelo menos 90% dos jovens de até 19 anos deverão carimbar o diploma do ensino médio até 2022, já que dois terços deles não concluíram a educação básica. A pesquisa comprova, mais uma vez, o fracasso das autoridades em adotar uma política de Estado para setor tão fundamental para a consolidação do desenvolvimento nacional.

As cinco metas estipuladas para o Brasil atingir dentro de quatro anos foram criadas com o objetivo de assegurar o direito à educação básica a todos os brasileiros, no ano do bicentenário da Independência. Os dados do estudo recentemente divulgado se referem à meta 4, que prevê todo jovem com ensino médio terminado até os 19 anos.

Quanto ao ensino fundamental, o objetivo é que 95% ou mais dos adolescentes de 16 anos tenham completado essa etapa do aprendizado. Neste ano, no país, 75,8% de jovens de 16 anos haviam concluído o ensino fundamental. Dos que não finalizaram a etapa, 23% já estão fora das salas de aula, mesmo tendo, em sua grande maioria, frequentado as escolas. Em Minas, a taxa de conclusão é de 81,6% e apenas outras sete unidades federativas apresentaram índices superiores a 80%.

Já no ensino médio, o cenário é mais grave, com abandono e reprovações chegando ao pico na 1ª série. De acordo com o Todos pela Educação, de cada 100 estudantes, 23 não avançam para a 2ª série no ano seguinte. Apesar de algum avanço em todos os estados e no Distrito Federal, somente oito entes federativos têm taxas acima de 65% e nenhum índice acima de 80%. A Bahia é o caso mais preocupante e encontra-se numa faixa que varia de 35% a 50%. Também é crítica a situação em outros 16 estados, com taxas que variam de 50% a 65%.

A realidade é que o país ainda não elaborou um amplo programa para equacionar a questão. A situação é de extrema gravidade no setor de educação básica, o que, nas palavras da coordenadora de projetos do Todos pela Educação, Thaiane Pereira, pode ser resumida em uma única palavra: "desastre". Ela destaca que o estudo revela não só as deficiências dos ensinos fundamental e médio, mas também o fracasso de todo o sistema educacional brasileiro.

O problema, na avaliação dos especialistas, é que o aluno entra na escola mas não existe uma estratégia articulada da base até o ensino médio, o que compromete o tripé acesso, permanência e aprendizado. A situação é complicada e o Brasil está deixando o tempo passar sem que soluções sejam colocadas em prática. Diante disso, o papel dos futuros governantes é fundamental para garantir a implementação da base nacional curricular, que sofreu muitas críticas quando de seu lançamento, mas que é, reconhecidamente, um passo importante para que o país não regrida ainda mais.

 


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