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Contagem regressiva

Bolsonaro parece dispor de uma base sólida no Congresso para levar adiante as mudanças que o país tanto necessita


postado em 17/12/2018 05:03

Dentro de duas semanas, Jair Bolsonaro tomará posse como presidente da República. A expectativa em relação ao futuro governo é enorme, sobretudo diante dos desafios que o país tem pela frente. Depois de dois anos de profunda recessão, apareceram, finalmente, os primeiros e consistentes sinais de recuperação da atividade econômica. Mas, para que o Brasil entre, definitivamente, na rota do crescimento, será preciso tocar uma ampla frente de reformas. Não haverá espaço para o populismo.

A boa notícia é que, a despeito de todas as controvérsias com o Legislativo, no qual atuou por 28 anos, Bolsonaro parece dispor de uma base sólida para levar adiante as mudanças que o país tanto necessita. Estima-se que a base do presidente eleito no Congresso, a partir de 1º de fevereiro de 2019, será de 255 parlamentares, podendo chegar a 372 conforme levantamento do Estado de Minas. Esse número é maior do que o observado nos inícios dos governos Collor, em 1990, e Lula, em 2002.

As reformas são vitais para tirar o país do atraso. Há um mundo a ser desbravado, mas o Brasil está preso pelas amarras do corporativismo, dos interesses de grupos específicos, da falta de visão de uma leva de políticos e da inatividade de governos anteriores. Não há mais tempo a perder. Muitos têm alertado para os riscos de pautas conservadoras prevalecerem na gestão de Bolsonaro, contudo, todas as atenções devem ser direcionadas para as reformas constitucionais, em especial as da Previdência Social e a tributária, que darão esperança aos mais de 12 milhões de desempregados.

A pauta de mudanças deve incluir, ainda, os projetos que estão parados no Congresso e que podem levar a uma forte redução dos juros bancários. Por desconhecimento e, em alguns casos, por má-fé, propostas como o cadastro positivo não andam. Com isso, os bons pagadores, que poderiam se aproveitar de taxas menores no crédito, acabam sendo punidos e arcando com encargos inaceitáveis. Juros que passam dos 300% do ano, o que não se vê em nenhuma parte do mundo civilizado.

Os bancos, que são apontados com vilões dos juros altos, admitem que o quadro vigente até agora é insustentável. E resolveram entrar na batalha para diminuir o custo do dinheiro. Tomara que essa disposição não seja para inglês ver. Crédito mais barato significa mais investimentos produtivos e mais consumo, duas molas propulsoras do crescimento econômico. Que, então, mostrem a cara e deem exemplo para convencer a sociedade de que a campanha por financiamentos mais baratos é para valer.

Os tempos atuais exigem o compromisso de todos, sem distinção. A retomada do crescimento econômico não deve ser embalada por visões ideológicas nem pela manutenção de interesses específicos. Todos devem abrir mão de privilégios em favor de um bem maior, o desenvolvimento do Brasil. Isso é o que realmente importa.


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