Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Estado de Minas

Vacinação não pode esperar

A vacina contra a febre amarela consta do calendário nacional de vacinação e os estoques estão normais


postado em 14/12/2018 05:05

A intensificação das chuvas em todo o Brasil acende o sinal de alerta para a necessidade de se redobrar a vigilância em relação a doenças letais associadas ao período chuvoso, como febre amarela, dengue, chikungunya e zika. No caso específico da primeira enfermidade, a cobertura vacinal não alcançou a meta estipulada pelo Ministério da Saúde, que prevê a imunização de 95% da população. Por outro lado, o surgimento de macacos mortos em áreas rurais mostra que os mosquitos transmissores da enfermidade (Haemagogus e Sabethes) continuam a proliferar. E é aí que está o perigo, pois a morte dos animais contagiados pela febre amarela antecede o óbito de humanos e serve como sinalizador do avanço dos agentes transmissores.

No último surto verificado no território nacional, a doença provocou a morte de 483 pessoas, sendo 340 somente em Minas Gerais. Naquela que foi considerada a pior epidemia no país desde 1980 – período entre julho de 2017 e junho de 2018 – foram confirmados 1.376 casos de febre amarela. Diante da gravidade da situação, os agentes de saúde se mobilizam para ampliar a cobertura vacinal, que continua aquém da meta almejada.

O grande problema é que, quando surgem os primeiros óbitos de seres humanos, a procura pela vacina se intensifica de tal forma que há dificuldade em sua distribuição e aplicação. Os cidadãos têm de se conscientizar da importância de não esperar o agravamento da situação para procurar um posto de saúde em busca da vacina. O alerta do Ministério da Saúde é de que quem não se imunizou deve procurar, sem demora, um local de vacinação, principalmente em áreas recém-afetadas e com grande contingente populacional, como as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

A febre amarela tem alta letalidade, em torno de 40% dos contaminados, o que torna a situação ainda mais grave. Por esse motivo, as autoridades do setor de saúde ampliaram o alcance da imunização para 4.469 municípios brasileiros. A estratégia foi incluir mais de 900 cidades localizadas nas proximidades das capitais e regiões metropolitanas das regiões Sudeste e Sul, onde houve evidência da circulação viral. Os municípios de São Paulo e Rio de Janeiro merecem atenção especial, especialmente no verão, pelo número elevado de casos nos dois últimos anos.

A vacina contra a febre amarela consta do calendário nacional de vacinação e os estoques estão normais, de acordo com o Ministério da Saúde. Neste ano, já foram enviados aos estados 30 milhões de doses e, mesmo com essa disponibilidade, a procura continua baixa. O público-alvo para a vacinação são pessoas a partir dos nove meses de idade e desde o ano passado o Brasil adota a dose única recomendada pelo Organização Mundial de Saúde (OMS). Entretanto, de nada adiantam os esforços oficiais para o combate à doença se não houver a colaboração de todos os cidadãos aptos a se imunizar. Somente a vacina é capaz de impedir um novo surto como o ocorrido no período passado.

 


Publicidade