Continue lendo os seus conteúdos favoritos.
Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Estado de Minas

Solução para a falta de acesso a remédios


postado em 13/12/2018 05:06

Nos Estados Unidos, o PBM (Pharmacy Benefit Management) – aqui traduzido livremente para Programa de Benefício em Medicamentos – existe desde a década de 1980 e perto de 80% dos pacientes aviam suas receitas médicas por meio desse sistema, com praticamente 100% de todas as prescrições sendo subsidiadas por alguma instituição privada. Já no Brasil, onde este conceito chegou por volta da década de 1990, atualmente, o PBM é responsável pela dispensação de aproximadamente 300 mil caixas de medicamentos, por dia. Ou seja, representa aproximadamente 10% do mercado farmacêutico brasileiro.

Como se vê, no Brasil ainda há muito espaço no mercado a ser explorado e a expectativa do setor é de que esse número avance em torno de 15% ao ano, até 2023. A expansão se dará, principalmente, pelo aumento da compreensão dos ganhos que o modelo oferece tanto para seus colaboradores como para a própria organização. Entre as vantagens para as empresas que oferecem PBM a seus funcionários estão a gestão do tratamento medicamentoso e a subsequente melhora da saúde populacional, queda do absenteísmo e, consequentemente, maior produtividade. Enquanto que, além da facilitação do acesso aos medicamentos, os empregadores passam a entender a real abrangência do benefício.

Mas, mais do que entender, a sentir de fato as vantagens que o programa oferece. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que a maior despesa das famílias brasileiras em saúde é com acesso a medicamentos. De acordo com o órgão, os gastos com farmácia se aproximam de 80% dos gastos com saúde. Outra pesquisa, divulgada recentemente pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), revelou que 26,6% da população que terminou o ano de 2017 na lista de negativados faz uso de remédios contínuos ou periódicos, com um gasto médio mensal de R$ 138,32. Por fim, estima-se que 50% dos brasileiros abandonam o tratamento medicamentoso por falta de condições financeiras em segui-lo. O PBM possibilita esse acesso, pois é sem dúvida uma alternativa para acabar com essa dificuldade dos brasileiros em adquirir seus remédios e poder cuidar da sua saúde com dignidade.

Aqui, no Brasil, as empresas Telefônica, IBM, Caterpillar, Unilever, Arcelor Mital, Carrefour, Nestlé, Gerdau e Tigre, entre outras, já subsidiam medicamentos para seus funcionários. Porém, se o governo criasse atrativos fiscais para que mais empresas pudessem oferecer este benefício a seus colaboradores e dependentes, boa parte da população poderia também desfrutar desse benefício. A saúde é um direito de todos e um dever do Estado, garantido mediante políticas públicas. Mas o investimento público pode e deve estar acompanhado da iniciativa privada. Para isso, basta uma boa gestão e, principalmente, boa vontade dos nossos governantes.


Publicidade