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Estado de Minas

Espaço do leitor


postado em 12/12/2018 05:06

MINISTÉRIOS
Cidadão questiona
presidente eleito

Benone Augusto de Paiva
São Paulo

"Presidente eleito Jair Messias Bolsonaro, deite e descanse sua cabeça num bom travesseiro, medite com firmeza e, logo depois, responda para a sua consciência, para o Brasil e para os brasileiros: para que mais ministérios do que os seguintes? Casa Civil, Defesa, Economia, Saúde, Educação, Justiça, Ciência e Tecnologia, Relações Exteriores, Agricultura, Minas e Energia, Trabalho e Turismo e Meio Ambiente. Não precisamos nada mais do que isso, o que vier a mais será apenas para aumentar as despesas do país e prejudicar o seu
governo. Se continuar assim, ficará
faltando pouco para o senhor alcançar a quantidade de ministérios cabides de empregos da Dilma Rousseff."


DESABAFO
Lamento e revolta
por morte de animal

Andreia Donadon Leal
Belo Horizonte

"Que massa nefasta compõe o cérebro cinzento de monstros? Não sei o que motiva, de fato, ações de psicopatas. Não sei a graça ou divertimento daqueles que idolatram praticar a maldade. Não sei o motivo pelo qual seres, que se dizem humanos, se transformam na mais pura arquitetura dos monstros. Não sei que partes do cérebro, das ondas cerebrais ou dos neurônios enviam, com mais furor, ordens para ferir seres humanos. Não sei! Não sou cientista, psiquiatra, psicóloga ou neurologista. Quisera ser profissional da área da saúde, mas meus nervos não me levaram a tal profissão. Quisera saber com certeza, tais como as equações matemáticas, sobre o perfil de criminosos. Mas o gosto foi pela escrita poética. Preencher laudas imaculadas, papéis brancos com ideias que surgem da verve poética. A poesia nos transforma, dá vida e impulso para enxergar além da montanha, do mar, do luar, do cenário urbano... Poesia deveria ser inata no ser. Certamente, o mundo se tornaria melhor, mais amável, mais comovente, mais humano, mais sensato. E pensando no humano, me deparo com a barbárie mais recente. Doeu-me profundamente o ato bizarro do 'monstro-segurança', que matou a pauladas o cãozinho que ficava perambulando pelas vias do hipermercado. Bateram nele sem dó nem piedade. Bateu nele até o sangue jorrar de suas entranhas. Bateu nele até as patas se quebrarem. Bateu nele até os gemidos de dor aumentarem. Bateu nele até falar 'chega'! Bateu nele o monstro, espancando-o, humilhando seu corpo e sua alma imaculada. Nenhuma alma viva interveio. Nenhuma alma viva, bondosa, justa e amável salvou o cãozinho da mais ímpia crueldade. Nenhuma alma generosa surgiu para impedir o crime. Ouviram os gemidos do cãozinho? Funcionários do estabelecimento ouviram? Funcionários conseguirão dormir à noite, sem se lembrar do ocorrido? Ah, mas falta a tal da poesia em seus corações. Falta a tal humanidade no âmago do ser! Falta o tal amor ao próximo! Falta a tal luta por justiça e proteção aos animais! Falta a tal bondade, sensibilidade e coragem suficiente para proteger o desamparado e malfadado ser que urrava de dor! Faltou a tal poesia, não é mesmo? Aquele sentimento que sobe no peito, sai do coração em forma de versos, em forma de prosa, em forma de pintura, em forma de atitudes úteis, em forma do mais puro e verdadeiro amor ao próximo. Falta aquele bom caráter. Falta aquele bom humor. Falta amor, muito amor à vida. Falta essência. Falta educação. Falta paz. Falta dignidade. Falta diplomacia. Falta dopamina! Falta noradrenalina! Falta alegria! Falta saber viver em sociedade! Falta fé! Faltam todos os ingredientes comque Deus nos presenteou, quando nos deu o sopro da vida! Falta inteligência! Falta sagacidade! Sobra ignorância. Sobra beocidade. Sobra insensatez. Sobra desamor. Sobra raiva lancinante e pululante no coração e no cérebro. Sobram ações de monstruosidade. Sobram barbárie e ordinariedade. Sobram perversidades. Sobram pacto com o demônio. Sobram pacto com os maus-tratos aos animais e às pessoas, pois quem tortura um animal é capaz de causar atrocidades com as pessoas. Não interessa se a diretoria do estabelecimento faria vistoria ou visita. Nada importa para ocorrência de ato bárbaro contra o cãozinho que se hospedava na rua. Nada importa se rede de hipermercados, se farmácia, padaria, universidade, casa, hospital, empresa etc. Nada, nada justifica a monstruosidade que fizeram com o cãozinho. O sub-segurança-monstro e seus comparsas terão que pagar pelo que fizeram. O sub-segurança-monstro e a plateia ouvinte devem ser notificados pela polícia. O hipermercado deve responder pelo ato de barbárie praticado em seu estabelecimento. Convoquem gerentes, testemunhas, funcionários, o sub-segurança-monstro. Convoquem todos para que possam dar, se é que existe, resposta para a sociedade. Os internautas estão revoltados. Os artistas estão revoltados. Os escritores estão revoltados. Os professores estão revoltados. O país está revoltado... E o cãozinho? Sem lápide, sem familiar para reivindicar justiça, pode nem sequer ser estatistica."


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