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Estado de Minas

Combate à corrupção


postado em 30/11/2018 05:17

O país da impunidade está ficando para trás a cada dia que passa
A prisão do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB), em pleno exercício do cargo, mostra que realmente o país está mudando. E para melhor, quando o mandatário de um dos mais importantes estados da Federação é levado para a prisão, sob a acusação de corrupção, por agentes da Polícia Federal (PF). O país da impunidade está ficando para trás a cada dia que passa, com a continuidade e intensificação das investigações da Operação Lava-Jato, que conta com total apoio da sociedade brasileira. E de nada adiantam as tentativas de alguns setores políticos, de várias matizes, de impor obstáculos ao trabalho da força-tarefa da Lava-Jato, pois o novo governo já deu mostras inequívocas de que as diligências seguirão normalmente.

A questão inaceitável é que o Rio de Janeiro, cartão-postal e porta de entrada do Brasil, foi, criminosamente, jogado na lama pela sua elite política. Pezão é acusado de dar continuidade ao esquema de corrupção montado pelo seu antecessor, Sérgio Cabral, também investigado pela Lava-Jato. Atualmente, ele cumpre pena de mais de 180 anos de prisão por comandar verdadeira gangue em seu estado, cujas estruturas encontram-se completamente corrompidas pelo esquema milionário de corrupção e distribuição de propinas.

Vice de Cabral entre 2007 e 2014, o governador preso ontem não se intimidou com o destino de seu padrinho político e assumiu o comando da quadrilha que vem devastando, há anos, o seu estado. Antes mesmo de assumir o comando da organização criminosa em substituição a Cabral, o então vice-governador Pezão recebia uma "mesada" de R$ 150 mil, com direito a 13º, e uma "gratificação" de fim de ano no valor de R$ 1 milhão. No total, de acordo com a PF, houve o desvio de ao menos R$ 40 milhões pelo esquema de corrupção, de 2007 até o início das investigações, em julho passado.

A situação caótica vivida pelo Rio de Janeiro pode ser ilustrada pelo fato de que dois outros governadores fluminenes, Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho, também já foram presos, o mesmo acontecendo com os três últimos presidentes da Assembleia Legislativa e cinco dos seis conselheiros do Tribunal de Contas (TC). A deterioração do poder político na unidade federativa com a segunda maior economia do país é absurda. Para exemplificar, basta citar a intervenção federal para conter a violência generalizada, diante da total incapacidade e falta de comprometimento das autoridades estaduais no combate à delinquência que tomou conta da Cidade Maravilhosa e da maior parte dos grandes municípios.

É do conhecimento geral no país que a corrupção vem corroendo as instituições do estado vizinho e que as quadrilhas são comandadas por quem deveria combatê-las. A população do Rio de Janeiro não merece tal destino e ações saneadoras como a da força-tarefa da Operação Lava-Jato, que culminou com a prisão do governador, é que poderão resgatar o estado símbolo do Brasil.

 


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