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Estado de Minas

Espaço do leitor


postado em 29/10/2018 05:04

Eleitos
Depois das urnas,
controle e fiscalização

Uriel Villas Boas
São Paulo – SP

“O destaque de ontem em todo o Brasil foi a eleição no segundo turno. E a importância de votar é o objetivo maior à escolha dos ocupantes dos Legislativos e, sobretudo, dos Executivos. Mas o eleitorado não pode ficar limitado ao voto, é preciso muito mais, sendo fundamental avaliar e formalizar mecanismos de controle e fiscalização do ocupante do mandato, evitando o corporativismo ou manobras inadequadas. Votar não é cumprir a legislação e ficar esperando que as coisas positivas aconteçam ou cobrando ações imediatistas. É, sobretudo, a participação com um calendário de ações coletivas.”

Internet
Fake news: um
problema há 22 anos

José Henrique Portugal
Belo Horizonte

“Sobre as fake news e limites ao WhatsApp, é necessário lembrar que há quem prove do próprio veneno. Alguns setores se posicionaram contrários à Lei de Combate aos Crimes Cibernéticos, conforme projeto de lei defendido pelo ex-senador Eduardo Azeredo – intensamente criticado ao alertar sobre os riscos que o país viria a enfrentar. Foram também contra a participação do Brasil em acordos internacionais, como a Convenção do Cibercrime de 2001, do Conselho da Europa, com 64 nações signatárias, incluindo EUA, Japão, Canadá e outros 14 países não europeus, celebrada em Budapeste. O retrospecto dessa luta contra as fake news digitais vai a 1996, um ano depois da chegada da internet ao Brasil, quando apresentada a proposta do projeto de lei para incluir no Código Penal a divulgação de notícias falsas como crime. Aprovado pela Câmara em 2003, foi ao Senado e lá, depois de amplos debates, foi aprovado com alterações em 2008. Voltando à Câmara, só veio a ser aprovado em 2012 – com 16 anos de discussão e somente após episódio de invasão de privacidade envolvendo
atriz conhecida.”


ESTRADAS
Alerta sobre acidentes com caminhões

Pedro Braga
Belo Horizonte

"Além do estado lamentável de nossas estradas, da imprudência de muitos motoristas e das más condições de manutenção dos caminhões mais velhos, especialmente freios, queria chamar à atenção para um fator geralmente esquecido e que é causa indireta de acidentes: a baixa velocidade de muitos caminhões. Especialmente nas subidas, em estradas de mão dupla, esse fator é a origem de engarrafamentos às vezes quilométricos. Isto irrita os motoristas a um ponto que se sentem propensos a ações perigosas para poder fugir deste grave inconveniente. Em países mais desenvolvidos, os caminhões, mesmo carregados, trafegam nas velocidades-limite permitidas, sem reduzir a marcha nas subidas. Por que isso? A razão é a relação potência e carga. Os caminhões devem ter motores com potência suficiente para trafegar em velocidades normais com sua carga máxima nominal. Em função disso, advogo que deveria haver um controle anual das condições dos motores e da suficiência de sua potência para suportar sua carga nominal. Só assim poderemos evitar os engarrafamentos e diminuir as ações perigosas dos motoristas, contribuindo para a redução dos acidentes em nossas estradas."

 

MUDANÇA
Cidadão conta a
reviravolta do amigo

Jeovah Ferreira
Brasília

"'Na minha mão, calo não'. Essa frase sempre era dita por um amigo meu. No colégio, ele recebeu o apelido de 'Soneca'. Ele dormia o tempo todo na sala de aula. Colecionava nota vermelha. Um dia, decidi deixar a nossa cidadezinha indo para a cidade grande em busca de emprego. Era janeiro de 1984, época em que surgiu o MST. Passados dois anos que eu havia deixado a minha terra, lá voltei e fiquei sabendo que o 'Soneca' decidiu engrossar as fileiras do movimento reivindicatório. Foi andar por esse Brasil afora com os companheiros. Permaneci na cidade grande suando a camisa, buscando vencer na vida e nunca mais vi o 'Soneca'. Eu sentia saudade dele. Recentemente, visitando a minha terra natal, tive uma agradável surpresa. Lá estava o amigo que dizia 'na minha mão, calo não'. Falou-me que decidiu abandonar o movimento e que tentará dar uma virada na vida. O que mais me chamou a atenção foi ver a sua paixão por Bolsonaro. Ele aguardava ansioso pela chegada de 28 de outubro. Contei essa história para mostrar que pra tudo tem um tempo determinado. Ah, ia me esquecendo, ele ganhou inúmeros troféus de carteado."


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