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Estado de Minas

A verdade verdadeira


postado em 28/10/2018 05:04

É ver­da­de que o Par­ti­do dos Tra­ba­lha­do­res (PT) de Lu­la, Dil­ma e Ha­da­dd esteve no po­der 14 anos (há dois anos ti­ve­mos um im­pea­ch­ment e Te­mer, vi­ce, subs­ti­tuiu Dil­ma). Com ele, o país cres­ce­rá 2,7%. A an­te­ces­so­ra le­gou-lhe 8,1% de per­da do Pro­du­to In­ter­no Bru­to (PIB).
Nes­ses 14 anos, a po­bre­za não foi er­ra­di­ca­da, di­mi­nuiu ape­nas 0,8%; a edu­ca­ção e a saú­de não me­lho­ra­ram e as tais pes­soas que dei­xa­ram a mi­sé­ria ab­so­lu­ta fi­ca­ram na po­bre­za do Bol­sa-Fa­mí­lia (neo­co­ro­ne­lis­mo nor­des­ti­no do PT).
Pa­ra tan­tos anos de fa­lá­cia, o que o PT fez é me­dío­cre, me­nos na cor­rup­ção (men­sa­lão, pe­tro­lão, em­pre­guis­mo etc.). Nun­ca an­tes nes­te país os po­lí­ti­cos pe­tis­tas e seus alia­dos, ao ocu­pa­r o apa­ra­to es­ta­tal – além de o au­men­ta­r – rou­ba­ram tan­to da na­ção.
Se­gun­do Mar­ce­l­le Chau­vet, da Uni­ver­si­da­de de Ri­ver­si­de, na Ca­li­fór­nia (Al­tos Es­tu­dos In­ter­na­cio­nais - Bra­sil), o PT, mes­mo an­tes da gre­ve dos ca­mi­nho­nei­ros, dei­xou o Bra­sil na sua mais pro­fun­da e du­ra­dou­ra re­ces­são (38 me­ses), pre­ci­sa­men­te do 2º tri­mes­tre de 2014 ao 4º tri­mes­tre de 2016. Pa­ra ela, to­dos os in­di­ca­do­res so­ciais de­pois do PT pio­ra­ram.
Afo­ra is­so, com mais de 800 mil em­pre­sas mé­dias e pe­que­nas fe­cha­das, o PT, em sua du­bie­da­de ideo­ló­gi­ca, ge­rou no es­pí­ri­to dos bra­si­lei­ros aver­são à po­lí­ti­ca e su­pos­ta po­la­ri­za­ção en­tre "es­quer­da" e "di­rei­ta" (ela no­ta que ne­nhum par­ti­do tem po­si­ções cla­ras so­bre as­sun­to al­gum. To­dos fa­lam em cres­ci­men­to eco­nô­mi­co, de­mo­cra­cia e fu­tu­ro me­lhor, sem di­zer co­mo e quan­do). O pro­gra­ma de Bol­so­na­ro es­tá na in­ter­net.
Em su­ma, so­mos um po­vo amor­fo, de­for­ma­do, ig­no­ran­te, o que, sem dú­vi­da, é ver­da­de! Mor­men­te quan­do nos com­pa­ram com o Pa­ra­guai, Uru­guai, Ar­gen­ti­na e Chi­le (Co­ne Sul), ape­sar de ser­mos a oi­ta­va eco­no­mia do mun­do, gra­ças, prin­ci­pal­men­te, ao se­tor pri­va­do, com des­ta­que pa­ra o agro­ne­gó­cio, in­cluin­do a agroin­dús­tria.
So­mos tão ri­cos no agro­ne­gó­cio, na in­dús­tria pe­tro­lei­ra, ener­gé­ti­ca e na mi­ne­ra­ção que con­se­gui­mos so­bre­vi­ver, ape­sar dos po­lí­ti­cos e go­ver­nos bi­so­nhos do PT.
Em 2019 – um ano prag­má­ti­co –, se­rá de­ci­di­do se va­mos avan­te ou nos fi­xa­mos pa­ra sem­pre co­mo um país de Ter­cei­ro Mun­do, de­pen­den­do de quem ga­nhar as elei­ções, já que to­dos os par­ti­dos, me­nos o PSL de Bol­so­na­ro, con­ver­ti­do em pri­va­tis­ta, e o Par­ti­do No­vo, os de­mais são to­dos vi­cia­dos em um Es­ta­do gran­de, cui­dan­do de tu­do: edu­ca­ção, saú­de, ha­bi­ta­ção, mo­bi­li­da­de, em­pre­go, "et ca­ter­va", co­mo se fôs­se­mos (e em par­te so­mos) um país so­cia­lis­ta es­ta­cio­ná­rio, co­mo a Co­reia do Nor­te e Cu­ba. Ape­nas so­mos, guar­da­das as pro­por­ções, me­lhor que a Ve­ne­zue­la e a Bo­lí­via. Uma ver­go­nha! A me­to­do­lo­gia aqui usa­da é sim­ples. Di­vi­de-se o PIB de ca­da país, não im­por­ta o ta­ma­nho e a di­ver­si­da­de da eco­no­mia, pe­lo nú­me­ro de ha­bi­tan­tes. O PIB "per ca­pi­ta" é en­tão ex­traí­do. So­mos 212 mi­lhões e nos­so PIB per ca­pi­ta é ri­dí­cu­lo.
Es­tá tu­do er­ra­do. O Es­ta­do de­ve se res­trin­gir a pla­ne­jar, li­ci­tar e re­gu­lar. Tu­do o mais de­ve ser en­tre­gue aos par­ti­cu­la­res de iní­cio ou por pri­va­ti­za­ção. Que pos­sam se reu­nir co­mo os co­tis­tas, acio­nis­tas, os coo­pe­ra­dos, pou­co im­por­ta.
Três pro­ble­mas tem o Bra­sil: a) ser um Es­ta­do gran­de, re­pu­bli­ca­no e fe­de­ral. Um go­ver­no cen­tral sem po­lí­ti­cas de con­ti­nui­da­de (ques­tão de Es­ta­do e não de go­ver­no), com 27 es­ta­dos e mais de 5.460 mu­ni­cí­pios, en­tu­pi­dos de fun­cio­ná­rios pa­ra­si­tas (cer­ca de 10 mi­lhões); b) ter uma dí­vi­da pú­bli­ca ro­la­da a cur­to pra­zo, com gos­to­sos ju­ros em prol dos ren­tis­tas, a vi­ve­rem sem ris­cos dos gan­hos fi­nan­cei­ros re­ce­bi­dos do Te­sou­ro, em vez de se ar­ris­car e em­preen­de­r, atra­san­do o cres­ci­men­to eco­nô­mi­co. A dí­vi­da é ca­ra de ro­lar. A ro­la­gem é de cur­to pra­zo. E o mon­tan­te do en­di­vi­da­men­to só faz cres­cer, che­gan­do a 80% do PIB, daí os mons­truo­sos dé­fi­cits pri­má­rios or­ça­men­tá­rios; c) pos­suir um sis­te­ma de se­gu­ri­da­de fa­li­do (saú­de , as­sis­tên­cia so­cial gra­tui­ta e Pre­vi­dên­cia So­cial as­si­mé­tri­ca). Que­ro di­zer que ocor­rem – no pla­no pre­vi­den­ciá­rio – duas ter­rí­veis dis­tor­ções. No pla­no das re­cei­tas, a gen­te do cam­po, em­pre­ga­dos e ro­cei­ros, na­da re­co­lhe. No ca­so das des­pe­sas, os fun­cio­ná­rios pú­bli­cos e dig­ni­tá­rios da Re­pú­bli­ca apo­sen­tam-se ce­do, com os mes­mos ven­ci­men­tos da ati­va, en­quan­to o res­to, em­pre­ga­do­res e em­pre­ga­dos, pas­sa a ga­nhar quan­tias ir­ri­só­rias, le­van­do em con­ta o que ga­nha­va em ati­vi­da­de, no ato da apo­sen­ta­ção.
Não che­ga a ser um nó gór­dio. São três nós que pre­ci­sam ser des­fei­tos à for­ça. O res­to é con­ver­sa fia­da.
O Bra­sil, em­bo­ra ri­quís­si­mo em re­cur­sos na­tu­rais e com in­dús­tria di­ver­si­fi­ca­da (oi­ta­vo PIB do mun­do) é imen­sa­men­te de­si­gual. Os go­ver­nos do PT não re­du­zi­ram a de­si­gual­da­de. Pa­ra que ser­viu, en­tão, o PT? So­men­te pa­ra atra­pa­lhar e con­fun­dir. Bol­so­na­ro é o úni­co com von­ta­de e pei­to pa­ra en­fren­tar o fun­cio­na­lis­mo pú­bli­co, feu­do do PT (o par­ti­do do atra­so). Cor­ra­mos às ur­nas a bem do Bra­sil.


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