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Estado de Minas

Cuidado. O amanhã está ali na esquina


postado em 22/10/2018 06:04

Ufa! Faltam 144 horas, ou seja, seis dias, para que o país e os estados decidam sobre o futuro que nos aguarda ali na esquina. No país, novo presidente; em Minas, novo governador. O tempo que nos resta para divagar, comentar, opinar e criticar candidatos e programas de candidatos é muito curto, e o espaço impresso também. Então, vamos em frente, antes que o tempo e o espaço acabem e amanhã aconteça.

Que me desculpem os amigos petistas, mas os fatos me levam a acreditar que o partido deles acabou. As derrotas eleitorais em Minas e no Brasil indicam isso. Ser petista ou esquerdista tira votos, provoca alta rejeição. O que levou Fernando Haddad, poste inventado por Lula para substituí-lo na disputa presidencial, a banir a figura e o nome do ex-presidente-presidiário de sua campanha no segundo turno. Percebeu que, em vez de ajudá-lo na busca de votos, seu inventor-mentor o prejudicava.

A bandeira vermelha dos comunistas, adotada pelos petistas, foi arquivada. Em seu lugar, imitando seu concorrente, Jair Bolsonaro, Haddad agora aparece com a brasileira verde-amarela, que deveria ser, sempre, a de todos nós. Acontece que petistas ortodoxos, radicais, não aceitam as mudanças. Em reunião com Haddad, protestaram e gritaram "Fora Haddad". Em outra reunião, também gravada, Cid Gomes, governador do Ceará, irmão de Ciro Gomes, aconselhou os petistas a pedirem perdão pelos graves erros cometidos por Lula e Dilma, pela corrupção, pelo assalto à Petrobrás e aos cofres públicos nos últimos 14 anos: "Para não morrer de vez, o partido deveria mudar de cor e de nome".

Cid quase apanhou. Reagiu no seu estilo de não levar desaforo para casa. Aos berros, dedo em riste, afirmou, "para os babacas", que Haddad será derrotado por Bolsonaro. Acrescento: vitória certa, salvo novo atentado e novas fraudes.

No novo formato, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, perdeu destaque nas reuniões, nas fotos e filmagens. Fica lá atrás, na ponta dos pés, para ser focalizada. E repete que Lula será indultado e comandará o país ao lado de Haddad, se este for eleito. O que afasta possíveis eleitores.

Haddad e sua vice Manuela D'Ávila nunca foram católicos praticantes. A mocinha comunista teria dito, ao criticar preconceito de gênero, que Cristo, imaginem, seria gay! Nem o papa Francisco foi poupado. Na nova postura adotada, Haddad, ateu, e Manuela, ateia, foram a uma igreja católica, acompanharam, genuflexos, a missa, comungaram, fizeram o "nome do padre", tudo filmado pelos marqueteiros. O resultado não foi o que  esperavam. A hipocrisia provocou mais revolta do que apoiamentos.

Bolsonaro é o favorito, mesmo enfrentando campanhas de baixo nível e deturpação do que ele diz. Exemplo: para ele, o mérito, não o sexo, a cor, a religião, é que deve valer para a remuneração de qualquer empregado ou funcionário. O que for mais competente, mulher ou homem, será melhor remunerado. Alguém discorda? O que ele disse é preconceito contra a mulher?

Bolsonaro deve ganhar, se não sofrer novo atentado (ninguém nas áreas judicial, policial e na imprensa, fala mais do primeiro, por quê?), e se mais fraudes não lhe roubarem votos. Foram centenas as denúncias no primero turno, o eleitor teclava o 17, Bolsonaro, aparecia o 13, Haddad. Todas arquivadas: fake news...

Foi o que aconteceu em Nova Lima, MG, conforme relatado por este jornal, neste espaço, no dia 15 último. Os eleitores teclavam  o 17, na tela aparecia o 13. A nota detalhou local da seção, Morro do Chapéu, horário, eleitores presentes, policiais convocados que comprovaram a troca, recolheram e substituíram a urna fraudada. E tudo ficou por isso mesmo.

A explicação adotada pelo TSE, referendada pela sua presidente, ministra Rosa Weber, foi sumária: foram falhas técnicas, e não fraudes. Mas vale indagar: por que a falha beneficiava apenas o candidato do PT, nunca o do PSL? Não é muito estranho, ministra Weber?.

Em Minas, dois candidatos disputam um espólio falido. Devemos ter pena daquele que ganhar. O estado quebrou no governo do petista Pimentel, punido, em sua tentativa de reeleição, pelo eleitorado consciente. Os R$ 500 mil (ou milhões?) mensais, para quitar débitos antigos, deixaram de ser pagos por ele. Estão agora em aberto, acumulados, acrescidos de multas e juros, para desespero de quem for assumir.

Uma onda inesperada a favor de Romeu Zema desmentiu as pesquisas que davam Anastasia como vencedor no primeiro turno. Teria sido apenas uma onda sazonal? Zema foi infeliz ao chamar de "monstrengo" a sede da Filarmônica, obra de Primeiro Mundo erguida no governo de seu concorrente. E infeliz em propor a redução do tamanho das penas de criminosos condenados, para diminuir a população carcerária, e ao  anunciar um teto para a remuneração dos servidores dos três poderes, em R$ 3 mil mensais, "dá com folga", adotado em suas empresas. Propostas tão estapafúrdias que levam a questionar se seriam verídicas.

Antônio Anastasia, ex-governador, leva vantagem em experiência na vida pública, sempre impecável. Mas sua campanha, como a de Zema, carece de projetos de maior repercussão. Os dois silenciam sobre as condições de trabalho dos professores/as, sobre a criminalidade, segurança nas rodovias, fixação, adotada em países civilizados, de dias e horários para a circulação de carretas. E nenhum deles promete ampliar e recuperar o transporte ferroviário, imprescindível para o tamanho do estado. Mas ainda há tempo.

Bomba! Na Assembleia Legislativa e  redes sociais, o candidato do Novo é acusado de ter respondido a inquérito policial, em 2012, em Araxá, sua terra, por pedofilia. Vítima: uma menina de 5 anos. Verdade? Mein Gott!

Bem, o dia 28, o da decisão, está ali na esquina. Que ela seja a melhor possível.


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