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Estado de Minas

Câncer pouco conhecido

A visita ao ginecologista ainda é tabu para muitas mulheres


postado em 20/10/2018 06:04






O câncer é uma doença muito discutida em todo o mundo e afeta, anualmente, cerca de 500 mil pessoas no Brasil. A enfermidade tem mais de 25 variações, sendo os de mama e pele os mais conhecidos, devido ao número de incidência e mortes. As mulheres devem ficar atentas aos tumores ginecológicos (que contemplam os de endométrio, colo de útero, ovário, vagina e vulva), ainda pouco conhecidos e, consequentemente, com pouco investimento em prevenção também. Conforme a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), os cânceres ginecológicos já somam cerca de 40% das ocorrências entre o público feminino.

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de colo de útero – também chamado de câncer cervical – está na terceira posição do ranking geral dos tumores mais agressivos e é a quarta causa de mortes entre brasileiras. Para 2018, a estimativa é diagnosticar mais de 16 mil casos. O aparecimento do tumor está associado a infecção por subtipos do vírus HPV (papilomavírus humano), especialmente o HPV-16 e o HPV-18, responsáveis por 70% dos casos.

O câncer de endométrio é o sexto tipo de câncer que mais afeta as mulheres no mundo, sendo caracterizado por um sangramento vaginal anormal, dividido em dois tipos: sarcomas carcinomas e uterinos de endométrio. Os carcinomas são os mais comuns e representam cerca de 80% dos casos. As mulheres acima de 60 anos são as mais afetadas, porém, quando diagnosticadas precocemente, as chances de cura chegam a 90%.

Os tumores de vagina e vulva são raros, representam 7% dos cânceres ginecológicos e têm vários aspectos em comum: levam anos para se desenvolver; são de difícil diagnóstico, por não apresentar sintomas na fase inicial; possuem causas variadas e acredita-se que, assim como o câncer cervical, tenham ligação com o vírus HPV.

O câncer de vulva afeta, principalmente, as mulheres entre 65 e 70 anos e entre as principais características estão a queimação na região da vulva, sangramento, alteração na cor de pele dos grandes lábios e dor ao urinar.

Assim como os dois últimos tipos citados, o câncer de ovário é uma doença silenciosa e de difícil diagnóstico. A maioria dos tumores é descoberta em estágio avançado e com menores chances de cura. Cerca de 75% dos casos são detectados quando a doença já está em fase avançada, o que compromete o prognóstico.

Apesar de ser extremamente necessária, a visita ao ginecologista ainda é tabu para muitas mulheres e os motivos são os mais variados: falta de conhecimento, vergonha do próprio corpo ou medo sobre o que o profissional pensará sobre o caso. Deve-se entender que o trabalho médico é tão somente, única e exclusivamente, ajudar. A atuação médica não inclui julgamentos sobre o corpo e/ou comportamento sexual.

A prevenção é e continua sendo a melhor opção para o bem-estar da saúde. A recomendação é fazer visitas regulares ao ginecologista, com exames de rotina, para garantir uma boa qualidade de vida com a prática de atividades físicas, alimentação balanceada e saudável, além de combater o sobrepeso e a obesidade, evitando maus hábitos e cuidando para que a vacinação esteja em dia. Apesar de parecer clichê, essas recomendações têm eficácia comprovada para se manter uma saúde adequada.


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