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Estado de Minas

AS MULTIFACES DO FRANCHISING

O mercado brasileiro é cada vez mais variado em perfis de negócios e de franqueados. Conheça mais sobre o setor que, este ano, já faturou mais de R$ 6 bilhões só em Minas


postado em 28/10/2018 05:04 / atualizado em 30/10/2018 13:22

Caito Maia, da Chilli Beans, quer chegar a 80 unidades este ano(foto: Shark-Tank/Divulgação )
Caito Maia, da Chilli Beans, quer chegar a 80 unidades este ano (foto: Shark-Tank/Divulgação )

 

 








Quiosque, flagship, loja. O universo do franchising brasileiro inclui ainda serviços itinerantes e até home office. Também o perfil do franqueado varia do conservador, que busca manter o padrão de renda de quando tinha emprego formal, até o multifranqueado, investidor que abre o leque em operações distintas, aliás, característica tendência de mercado, a reboque do sucesso nos EUA. Não por acaso, o modelo de negócios que movimentou mais de R$ 6 bilhões neste primeiro semestre, só em Minas Gerais, tem se tornado opção para tanta gente ganhar a vida.

 Exemplo dessa variabilidade em modelos de negócios vem da Chilli Beans, uma das maiores franquias do Brasil, que projeta faturar R$ 620 milhões este ano (contra os R$ 550 em 2017). O grupo aposta em quiosques e lojas de shopping e de rua. Só em Minas, são 77 pontos de venda (volume que representa 10% do faturamento da rede), com previsão da abertura de mais três até dezembro. A capital fica com a maior fatia, mas o interior também é representativo e o investimento em Passos e Montes Claros já é considerável, como explana Caito Maia, fundador da marca de óculos de sol, relógios e acessórios, criada em 1996. “O estado tem o maior número de lojas de rua, com atenção especial para a cidade de Passos, com excelente faturamento mensal. Esse é um formato em que temos apostado, especialmente em locais distantes dos grandes centros e em cidades do interior. Inclusive, há projetos para expandir esse modelo em cidades de até 200 mil habitantes, localidades em que o consumidor ainda tem uma relação muito forte com o consumo na rua, diferentemente do que ocorre nos grandes centros urbanos.”

INTERIORIZAÇÃO

 

Sobre o novo nicho da cadeia do franchising – o investimento potencial em cidades fora dos grandes centros –, Caito Maia é taxativo: “O interior é excelente oportunidade de expansão para o mercado. Partindo do princípio de escalonagem, por exemplo, essas praças costumam ter custos reduzidos e oportunidade de demanda. O mercado ainda não é saturado de oferta, como nos grandes centros, e, se você faz a lição de casa e cuida da sua marca, da mensagem que ela representa e do relacionamento com o consumidor, sem dúvida, terá sucesso”.

 Também os quiosques, modelo que, na marca, demanda investimento a partir de R$ 110 mil (com expectativa de retorno em 18 meses, em média),  têm sido importantes para a ampliação da rede Chilli Beans. “Fomos a primeira marca de moda a usar o quiosque como recurso de espaço comercial, aproveitando o fluxo dos corredores dos malls, com menor investimento e proporcionando o contato do cliente com o produto. Atualmente, 40% dos nossos PDVs são no modelo e apresentam excelentes resultados.”

OUTROS CASES

 

Com história longeva, 69 anos de fundação, a Calçados Bibi (calçados infantis) apostou no franchising. Hoje, são mais de 100 lojas franqueadas, inclusive no exterior, com duas unidades, uma no Peru e outra na Bolívia. Além disso, a rede exporta com marca e design próprios para mais de 70 países. “Em Minas Gerais, a Bibi conta com oito unidades em operação, sendo quatro em Belo Horizonte, uma em Contagem, uma em Juiz de Fora, uma em Uberaba e uma em Uberlândia”, diz Andrea Kohlrausch, diretora de franquias.

 Já a 5asec, maior rede de lavanderias do Brasil, conta com mais de 430 unidades espalhadas pelo país. Em Minas, são 25 unidades, com a expectiva de três novas até o ano que vem. Entre os diferentes modelos de negócios há loja tradicional (completa), loja-satélite (com maquinário reduzido) e ponto de coleta (sem máquinas, o franqueado deve ter uma unidade tradicional ou satélite para efetuar os serviços. Além disso, o investimento é bem menor). “O estado representa 5,57% dos negócios do país, ficando atrás apenas de São Paulo (55,68%) e do Paraná (6,03%). Minas é o segundo maior em faturamento, representando 5,99% do total brasileiro, e também é o segundo maior em volume de vendas, com 5,90%”, afirma o diretor de franquias, Alex Quezada.

 A alimentação, segmento listado em segunda posição no ranking mineiro de franquias que mais crescem no estado, com 1.760 operações e 22,2% de representatividade no setor, é a aposta da rede Divino Fogão. Especializada em comida da fazenda, a marca conta com seis unidades em Minas, sendo quatro em Belo Horizonte, uma em Uberlândia e uma em Poços de Caldas. O plano de expansão da marca visa a abertura de mais cinco unidades nos próximos quatro anos. Entre as áreas de interesse, estão mapeados municípios como Ipatinga e Sete Lagoas. Todos os restaurantes da rede operam exclusivamente em shopping centers e tem o investimento inicial de R$ 800 mil.


De olho no futuro
Caito Maia, fundador da Chilli Beans, traça uma perspectiva do mercado de franchising em que prevê a entrega de um serviço mais completo ao consumidor. Ele acredita em lojas mais produtivas e efetivas, na prestação de serviço ao consumidor e na integração multichannel. “Não acredito de forma alguma em varejo on-line, mas acho que a tecnologia e mesmo o on-line serão cada vez mais uma ferramenta de maior entrega ao consumidor. As marcas têm que se adaptar às novas demanda do consumo, com lojas menores e mais efetivas, integradas ao varejo on-line, de forma que o consumidor possa escolher onde e como quer consumir, mantendo-se fiel à marca em qualquer canal.”


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