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Estado de Minas VIOLÊNCIA ANIMAL

Laudo mostra que cachorro morreu em pet shop por hemorragia e asfixia

Exame de laboratório concluído em 29 de setembro, identificou que o cachorro sofreu asfixia, choque hipovolêmico e hematomas na parte de trás do crânio


23/10/2021 14:52

Cachorro morreu em uma pet shop do DF em 15 de setembro
Cachorro morreu em uma pet shop do DF em 15 de setembro (foto: Arquivo pessoal)
O laudo  de exame necroscópico da causa da morte do cachorro Floki  - cão da raça Spitz-alemão-anão -, em uma pet shop do DF em 15 de setembro, foi concluído pelo Laboratório de Patologia Veterinária, da Universidade de Brasília (UnB). O documento, datado de 29 de setembro, concluiu que o cachorro morreu por asfixia, choque hipovolêmico (diminuição crítica do volume intravascular) e hematomas na cabeça.

O documento, diz que o animal tinha 1,82 kg e perdeu aproximadamente 48% do volume de sangue total para a cavidade abdominal, resultando em choque hipovolêmico e, consequentemente, a morte.

Em seguida, o laudo traz que "o cão evidenciou lesões traumáticas na mucosa oral e na região occipital (parte de trás do crânio) que demonstraram ação contundente mecânica que podem ou não estar associadas aos eventos concomitantes que levaram a ruptura vascular e hemorragia para a cavidade abdominal", dizem os médicos da UnB.

A dona do pet, Larissa Marques de Carvalho, 34 anos, foi quem solicitou a realização do exame. "Receber esse laudo machuca muito. Saber que um ente querido, que você cuida com todo amor e carinho, foi morto de uma maneira tão cruel gera uma revolta", lamenta.

"Tudo isso vai contra o que eles (pet shop) estavam alegando, que o Flock morreu por mal súbito. A delegacia está em posse do laudo e eu já fiz a minha oitiva. Agora estamos aguardando a conclusão das investigações", adianta a tutora do animal.

Laudo de exame necroscópico mostra choque hipovolêmico em cachorro Floki, morto em pet shop
Laudo de exame necroscópico mostra choque hipovolêmico em cachorro Floki, morto em pet shop (foto: Divulgação/UnB)

A reportagem procurou a Polícia Civil do Distrito Federal, que respondeu por e-mail. "A PCDF não se manifesta sobre investigações em andamento para não prejudicar a apuração", diz a corporação.

Em nota, o pet shop Personal Dog, da Asa Norte, enviou uma nota de pesar sobre a morte do cachorro. "A Personal Dog, seus sócios e colaboradores expressam seu pesar pelo falecimento do cãozinho Flock ocorrido no dia 15 de setembro, único evento dessa natureza em mais de 20 anos de funcionamento da empresa", diz um trecho inicial.

A empresa ainda diz que "o compromisso com a qualidade e segurança dos nossos serviços e com tratamento humanizado dos nossos clientes são a missão de nossa empresa, sendo por demais doloroso o sofrimento a que todos estamos suportando com o falecimento de Flock. Desconhecemos o teor do suposto laudo produzido pela Universidade de Brasília e quando tivermos acesso ao documento nos pronunciaremos sobre o seu conteúdo", afirma a empresa, que ainda não procurou o laudo.

"Reiteramos nossa disposição de colaborar com a apuração do fato e estamos solidários com o sofrimento da família", conclui o pet shop.

Relembre o caso

Duas horas após deixar o cachorro em um pet shop e clínica veterinária da Asa Norte para banho e tosa, uma mulher recebeu o animal morto, um cão da raça Spitz, de apenas 1 ano e 4 meses. Segundo a empresária Larissa Marques de Carvalho, 34 anos, ao perguntar o que tinha acontecido com Flock, o seu pet, o responsável técnico pelo estabelecimento, o veterinário Luis Gustavo Silveira, não soube explicar o que havia ocorrido.

“Eu tinha deixado o meu cachorro lindo e bem. Deu pra ver nas imagens da minha câmera que ele estava feliz no meu colo. Quando cheguei lá, ele (veterinário) entregou o cachorro morto na minha mão. Ele que foi me dar a notícia. Me disse que não sabia o que tinha acontecido e que não podia fazer nada”, relata a moradora da Asa Norte.

Ela conta que jamais identificou nada de errado no corpo do pet. “Ele não tinha problemas de saúde. Era super saudável, tão bagunceiro, que quando eu levava para dar banho, cobravam R$ 20 a mais porque diziam que ele dava trabalho para dar banho, pois era agitado. O problema é que não me explicaram o que estava acontecendo”, lamenta a dona do pet.

A dona do animal acrescenta que pretende ir à Justiça contra a clínica veterinária. “Minha advogada, que é protetora de animais, está tomando todos os procedimentos necessários. Na hora que o meu cachorro passou mal, ele deveria ter me ligado, porque eu poderia ter sido transferido para uma UTI de cachorro e estar vivo”, conclui Larissa.


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