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Conjunção entre Lua, Saturno e Júpiter; saiba o que é interessante observar

Durante o início da noite desta sexta-feira (20/8), será possível observar a Lua “próxima” de Saturno e Júpiter. O fenômeno é chamado pelos astrônomos de conjunção e poderá ser observado a partir do vetor leste, até no domingo (22/8).




 
Segundo o coordenador do Grupo de Astronomia da UFMG, Renato Las Casas, esta conjunção acontece quase todos os anos, mas tem duração de apenas três dias. “O fenômeno poderá ser observado, de qualquer telescópio ou binóculo, do mais simples até o mais avançado”, explica.
 
“Este fenômeno ocorre quando Saturno, Júpiter e a Lua estarão praticamente em linha reta, mais próximos da terra", conta o coordenador. 
 
Renato Las Casas ressalta o que será interessante ser observado: "neste fenômeno, além de ver a coincidência de ter os três planetas bem próximos, poderá ser visto também os três anéis mais brilhantes de saturno e as “orelhas de júpiter”, conforme foi denominado por Galileu, há mais de 410 anos atrás, em suas observações e descobertas”, explica.
 
O pesquisador ressalta que estes anéis, chamados de “orelhas”, e os planetas estarão brilhantes no céu e mais próximos a Lua. Com isso, será possível ver a conjunção, com equipamentos de observação mais simples também.




 
“Dentro da cidade, onde tem os postes de iluminação, o aconselhável é que o observador vá a um local onde sua pupila consiga dilatar, para ter uma melhor visão do fenômeno”, aconselha. "Além de apreciar a beleza deste fenômeno, as pessoas vão poder aprender como identificar Júpiter e Saturno no universo”, acrescenta Renato Las Casas.

O fenômeno tem 'hora marcada' para acontecer: “Em Belo Horizonte, nesta sexta, a Lua vai nascer após o pôr do sol, às 16h11, e, em seguida, nascem Júpiter e Saturno, por volta das 18h, horário em que poderá ser visto o alinhamento”, relata Las Casas.
 
De acordo com o coordenador do grupo de astronomia da UFMG, o fenômeno vai ocorrer novamente no dia 16 de setembro deste ano.
 

*Estagiária sob supervisão do subeditor Frederico Teixeira