Dados iniciais indicam que os casos de COVID-19 provocados pela variante Delta identificados no Rio não seriam importados. Ou seja, já estaria ocorrendo a transmissão local da nova variante - que é mais transmissível que as demais. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) ressaltou, no entanto, que é preciso "aguardar a conclusão da investigação para se ter certeza de que foram transmissões autóctones, ou seja, adquiridas dentro do estado".
As secretarias municipais de São João de Meriti e de Seropédica, na Baixada Fluminense, onde os casos foram identificados, estão conduzindo uma investigação epidemiológica para esclarecer as circunstâncias da infecção.
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Em São João de Meriti, foi identificado o caso de um homem de 30 anos que não viajou para o exterior, nem teve contato com pessoas que tivessem saído do Brasil recentemente. O caso foi identificado no último dia 4, por meio de uma pesquisa genômica aleatória.
Em Seropédica, a variante Delta foi detectada em uma mulher de 22 anos. Ela tampouco viajou para o exterior ou teve contato com algum viajante. Parentes da mulher estão sendo monitorados.
Em maio, um caso da variante Delta já havia sido detectado em Campos de Goytacazes, no norte do estado, mas o homem infectado tinha acabado de voltar de uma viagem de trabalho à Índia, onde a variante foi originalmente detectada.