Jornal Estado de Minas

CRIME

Nigerianos são suspeitos de aplicar golpe do amor on-line em redes sociais

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga um grupo de nigerianos moradores de São Paulo suspeitos de enganar mulheres para ganhar dinheiro usando as redes sociais. O “golpe do amor” levou pelo menos 20 vítimas a registrarem ocorrência desse tipo na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam I), na Asa Sul, entre 2019 até abril deste ano.





A quadrilha entrou na mira da polícia após a delegada-titular da Deam 1, Ana Carolina Litran, fazer um levantamento das ocorrências de estelionato e identificar semelhanças em diversos registros, como o modus operandi dos criminosos em abordar as vítimas. Para enganar as mulheres, a delegada explica que a maioria dos estelionatários se passava por homens brancos, mais velhos e de nacionalidade estrangeira. As vítimas também tinham um perfil-alvo do grupo. “Geralmente, eles escolhiam mulheres com boas profissões, com idades entre 40 e 70 anos, e com independência financeira”, detalhou a investigadora.

As redes sociais eram o instrumento mais fácil de encontrar as vítimas, segundo as investigações. Os criminosos chegavam a contactar mulheres por meio do Linkedin, plataforma de uso profissional, e até pelo Twitter. “Eles começavam uma amizade e, com o tempo, iniciavam um relacionamento. E conversavam por mensagem, e-mail, mas não apareciam em videochamada”, frisou a delegada.

De acordo com a apuração policial, os nigerianos vivem em São Paulo. No início do mês, agentes da PCDF foram até a cidade paulista para cumprir mandados de buscas e apreensões nas residências dos suspeitos. Ninguém foi preso na época.





Modo de agir

Em casos investigados no DF, algumas vítimas chegaram a depositar valores aos criminosos, variando entre R$ 5 mil a R$ 10 mil. Uma delas perdeu R$ 100 mil no “golpe do amor”. A delegada detalha como o grupo enganava e convencia as vítimas para extrair dinheiro. “Eles entravam em contato e falavam que, como prova do relacionamento, enviariam um presente, seja uma joia, um celular, etc. O autor, então, pede o endereço da vítima e, em seguida, uma suposta empresa responsável pela ‘entrega’ relata que a encomenda deu algum tipo de problema, alegando que será necessário pagar determinada taxa. Com desculpas diferentes, as vítimas iam perdendo dinheiro”, afirmou Ana Carolina.

A investigadora orienta, ainda, como evitar cair nesse tipo de golpe. Segundo ela, é preferível que sempre faça videochamadas, busque o maior número de informações da pessoa com quem esteja se relacionando, evite transferir valores e, em caso de dúvidas, acione a Polícia Civil pelo número 197.

audima