A fabricante da primeira vacina contra a COVID-19 do Ocidente, a BioNTech, está construindo uma nova aliança para produção de doses, em um momento de escassez de produto e retomada das infecções em diversos países. A empresa alemã, que tem parceria com a Pfizer para produzir e distribuir sua vacina, formou uma aliança de 13 empresas, incluindo Novartis, Merck KGaA e Sanofi, com a meta de alcançar e talvez superar uma produção de dois bilhões de doses da vacina ainda em 2021.
A União Europeia tem enfrentado problemas para receber vacinas contratadas, já que fabricantes como a sueco-britânica AstraZeneca não têm cumprido promessas de entrega. O bloco foi mais lento do que seus aliados ocidentais para solicitar e aprovar as vacinas, o que aumentou as tensões com o Reino Unido e os EUA.
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Vacinados contra a covid-19 no Brasil chegam a 9,5 milhões, 4,5% da populaçãoDesembargador desautoriza importação privada de vacinas sem aval da AnvisaFiocruz vai receber princípio ativo da vacina da AstraZeneca em dobro em marçoO diretor de operações da empresa, Sierk Poetting, acrescentou que a experiência demonstrou à BioNTech a urgência de lançar uma nova aliança, a fim de cumprir os compromissos na Europa e em outros mercados. Por meio dela, será produzido cerca de metade do fornecimento global de ingrediente ativo para a vacina contra covid-19, segundo Poetting.
Um dos desafios a serem enfrentados pela aliança é o fato da vacina da BioNTech usar novas técnicas sofisticadas que requerem poucos ingredientes e experiência. Isso implica uma cadeia de abastecimento vulnerável a controles de exportação que a UE, o Reino Unido e os EUA impuseram nos últimos meses, segundo funcionários da empresa.
Além disso, o número de parceiros, a complexidade do processo e as matérias-primas necessárias à produção da vacina da empresa - de DNA a enzimas, sais, açúcares e vários lipídios - tornam a cadeia de abastecimento delicada, com muitas possibilidades de gargalos.
Fonte: Dow Jones Newswires.