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Estado de Minas IMUNIZAÇÃO NO BRASIL

Doria pode ir à China por insumos da CoronaVac

O governador de São Paulo disse que está em contato com as autoridades chinesas para agilizar o envio da matéria-prima da vacina a ser produzida no Butantan


20/01/2021 15:13 - atualizado 20/01/2021 15:55

O governador de São Paulo, João Doria, disse pretende obter, junto à China, matéria-prima para produção também da vacina da Oxford(foto: YouTube/Reprodução)
O governador de São Paulo, João Doria, disse pretende obter, junto à China, matéria-prima para produção também da vacina da Oxford (foto: YouTube/Reprodução)
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou, em entrevista no Palácio dos Bandeirantes nesta quarta-feira (20/1), que o escritório do Estado na China está em contato direto com as autoridades chinesas realizando esforços para agilizar o envio dos novos insumos da vacina CoronaVac para o Brasil.

 

O governo de São Paulo possui um escritório de representação comercial está em Xangai desde agosto de 2019, para ampliar as relações econômicas, institucionais e de outros setores.

 

“Temos que estar juntos neste momento e agradecer o apoio da China ao Brasil, especialmente neste momento de dor em que o país já perdeu a vida de 200 mil brasileiros. Quanto mais vacinas tivermos, mais brasileiros serão imunizados mais rapidamente”, afirmou.

 

Também nesta quarta, durante ato de vacinação em Santos, Litoral Sul de São Paulo, Doria disse que, se preciso, vai à China buscar os insumos necessários para a produção da CoronaVac no Butantan.

 

“Volto a reafirmar, se necessário for, mesmo com o bom entendimento com as autoridades chinesas no país, irei à China pleitear insumos não apenas para o Butantan, mas para todos. Temos que estar unidos em torno da vacina”, completa.


Mais 4,8 milhões de doses

 

A Anvisa concluiu nessa terça-feira (19), o processo de análise da documentação do pedido de autorização para uso das 4,8 milhões de doses de vacina produzidas no instituto a partir de insumos vindos da China.

Mas o material disponível no país para a produção de imunizantes já foi praticamente todo consumido, segundo disse o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, presente na coletiva.

 

"Dependemos de importação de quantidades adicionais de matéria-prima", afirmou.

Covas disse que há 5,4 mil litros de insumos para a produção de vacinas prontos na China, "que darão origem a 5 milhões de doses". Ele pediu que o governo federal auxilie as tratativas com o governo chinês para acelerar a liberação das matérias-primas, citando o presidente Jair Bolsonaro e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. %u2028%u2028

Ainda segundo Covas, diante do atraso já anunciado para a liberação de insumos para a Fiocruz – prevista para janeiro, só vai ocorrer em março –, as vacinas do Butantan são as únicas disponíveis. "Isso coloca o Butantan sob a responsabilidade de ser o único fornecedor de vacinas", disse, ao pedir novamente ajuda do governo federal. (Com agências)

 

*Estagiário sob supervisão da subeditora Kelen Cristina


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