O plano de imunização contra a COVID-19 apresentado pelo governo federal traz o nome de quase 150 pesquisadores que teriam colaborado com a elaboração do programa. Porém, 36 dos profissionais citados pelo Executivo alegam não ter tido acesso ao documento e cobram medidas mais abrangentes de vacinação. Entre elas, a ampliação dos grupos prioritários que terão direito à imunização gratuita, além da aquisição de mais vacinas pelo governo federal.
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COVID-19: Governo apresenta plano nacional de imunização ao STFBrasil registra 690 mortes pela COVID-19 em 24 horasZema alfineta Dória: 'Não é certo quem mora num estado ser vacinado antes'STF dá 48 horas para governo informar datas do plano de vacinaçãoPrimeiras levas de vacina da Pfizer deixam fábrica nos EUAOs profissionais pediram "que todas populações vulneráveis sejam incluídas na prioridade de vacinação, como indígenas, quilombolas, comunidades reibeirinhas, privados de liberdade e pessoas com deficiência", além de outros grupos populacionais já incluídos e apresentados no plano inicial do governo".
O texto pede ainda que o governo considere estender a imunização gratuita contra a COVID-19 aos trabalhadores da educação e aos trabalhadores essenciais, que não pararam de trabalhar na pandemia.
Entre neste sábado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o plano de imunização não contempla os presidiários, que constavam nas primeiras versões da campanha. Quilombolas, ribeirinhos e pessoas com deficiência também ficaram de fora.
O Ministério da Saúde pretende priorizar os idosos, os profissionais de saúde, pessoas com comorbidades, professores do ensino fundamental ao superior, profissionais das forças de segurança e salvamento e os funcionários do sistema prisional. O plano divide esse pessoal em quatro grupos e não estabelece data para o início da aplicação da vacina.