Jornal Estado de Minas

MEIO AMBIENTE

Polícia investiga origem de cobra rara achada no 4º andar de prédio no DF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) abriu investigações para apurar a origem da cobra encontrada na sacada de um prédio de Águas Claras. O caso ocorreu no domingo (13/9) e assustou os moradores do edifício. A ocorrência foi registrada na 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul).





Segundo consta na ocorrência, o síndico do prédio, Luciano dos Santos Martins, 40 anos, contou aos policiais que, por volta das 22h de domingo, apareceu uma cobra na varanda de um apartamento do 4ª andar. O homem ligou para a Polícia Militar em seguida e o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) compareceu ao endereço e retirou a serpente.

A cobra é uma king snake (Lampropeltis getula), nativa do norte do México e Sul dos Estados Unidos. Até o momento, o dono do animal não havia sido identificado. Os militares chegaram a fazer uma varredura na sacada do apartamento dos moradores que acionaram a polícia, mas a cobra só foi capturada na sacada do apartamento vizinho, no edifício Vintage Manacá — o prédio fica a menos de três quilômetros de distância do Parque Águas Claras.

O Correio apurou que os moradores do local suspeitam de criação do animal no prédio. “Acho que esse é o pensamento da maioria das pessoas, a gente não consegue imaginar da onde surgiu. Não era exatamente o primeiro andar ou o segundo, é uma altura relativamente grande. Ficamos cheios de dúvidas em relação a isso”, disse uma das moradoras, Liz Nakahara, 32, em entrevista nesta segunda-feira (14/9).





O síndico também chegou a relatar que o policial que atendeu a ocorrência afirmou que é “muito estranho” uma cobra no quarto andar. “Porque o quarto andar aqui equivale ao sexto, porque tem mais dois para baixo. A gente especula que ela tenha descido pela rede de proteção”, disse.

A cobra foi encaminhada ao Zoológico de Brasília, mas precisou ser transferida ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetas) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por se tratar de uma espécie exótica.

Caso naja

Outro caso que gerou polêmica em todo o país foi o da naja. O fato começou a ser investigado pela 14ª Delegacia de Polícia (Gama), após o estudante de medicina veterinária Pedro Henrique Krambeck, 22, ter sido picado por uma naja kaouthia, que ele mesmo criava, de maneira ilegal, no apartamento onde mora com os pais, no Guará.





As investigações concluíram que Pedro Henrique traficava cobras há, pelo menos, três anos. O jovem foi indiciado 23 vezes por tráfico de animais, maus-tratos, associação criminosa e exercício ilegal da profissão, uma vez que vídeos registraram o momento em que ele realiza uma cirurgia em uma serpente no interior de um dos estabelecimentos família.

O pai dele, o tenente-coronel da PMDF Clóvis Eduardo Condi, a mãe, a advogada Rose Meire dos Santos, e o amigo Gabriel Ribeiro de Moura, também foram indiciados. O Ministério Público apresentou a denúncia e pediu a condenação dos réus. O caso segue na Justiça e a decisão está nas mãos do juiz Manoel Franklin Fonseca Carneiro, titular da 1ª Vara Criminal do Gama.
A naja que picou Pedro Henrique foi levada para o Instituto Butantan, em São Paulo (foto: Ivan Mattos/Zoológico de Brasília)