Confira a íntegra da coletiva do governo federal desta quarta-feira (22/4)
Leia Mais
Brasil se aproxima de 3 mil mortes por coronavírus; país registra 45.757 casosTeich anuncia general como novo 'número 2' do Ministério da SaúdeEm primeira coletiva, Teich critica projeções de longo prazo sobre pandemia"A gente hoje tem 43,5 mil casos de coronavírus no Brasil. Se a gente imaginar que pode ter uma margem de erro grande... Digamos que a gente tenha aí 100 vezes (mais casos)... Isso é só um exemplo hipotético. A gente está falando em 4 milhões de pessoas. Nós hoje somos 212 milhões (de brasileiros)", disse.
"Então, fora da COVID tem 208 milhões de pessoas que continuam com suas doenças, com seus problemas e que têm que ter isso tratado. O que representa hoje 4 milhões de pessoas num país como este? Dois por cento da população", argumentou.
Teich, então, disse que é necessário que 70% da população se contamine para que haja a imunização. Esse período, segundo o ministro, duraria entre um ano e um ano e meio.
"É impossível um país sobreviver um ano, um ano e meio parado. O afastamento é uma medida absolutamente natural e lógica na largada, mas não pode não estar acompanhado de um programa de saída. Isso é o que a gente vai desenhar e vai dar suporte a estados e municípios", completou.
Segundo Teich, a diretriz deve ser apresentada de forma completa na próxima semana. Perguntado se há alguma região ou cidade do país que dá sinais de que já pode começar a voltar ao normal, o ministro disse que ainda não é possível apontar isso. Porém, ele listou quais variáveis serão levadas em consideração para elaborar a diretriz.
O ministro da Saúde explicou que entram no cálculo da possibilidade de flexibilização: o número de casos da COVID-19 que devem surgir, somados aos casos anteriores, além da estrutura de leitos nos hospitais e disponibilidade de profissionais de saúde.
Teich afirmou que é preciso analisar a situação de cada região do Brasil, para propôr o relaxamento das medidas. “A gente tem que entender que o Brasil é gigante e heterogêneo. A diretriz tem que ser customizada para cada região”, disse.
O chefe da pasta da Saúde afirmou que a diretriz vai informar a necessidade de retomar as medidas de isolamento social, caso for necessário. Teich defendeu que esse trabalho deve ser compartilhado entre o governo federal, os estados e os municípios.
Também participaram da coletiva de imprensa desta quarta-feira o ministro chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e o ministro chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. Como convidado, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, também participou da coletiva, realizada no Palácio do Planalto.
*Estagiário sob supervisão do sub-editor Eduardo Murta