Jornal Estado de Minas

Dono do Giraffas afasta filho após fala sobre demissões na quarentena


O Conselho de Administração do Giraffas afastou Alexandre Guerra do dia a dia da empresa depois do estrago provocado por ele na imagem da rede de fast food. Em um vídeo, ele fez terrorismo com os empregados do Giraffas, ameaçando-os de demissão em meio à suspensão das operações da empresa por causa do novo coronavírus.




Alexandre, que detém 1% das ações do Giraffas, é filho do fundador da empresa. Desde o início desta semana, o comando da empresa vinha sendo pressionado a afastá-lo, sob o risco de uma onda de boicote prejudicar de vez a empresa, que já sente o baque do fechamento de lojas para conter a disseminação da Covid-19.

“Você que é funcionário, que talvez esteja em casa numa boa, numa tranquilidade, curtindo um pouco esse home office, esse descanso forçado, você já seu deu conta que, ao invés de estar com medo de pegar esse vírus, você deveria também estar com medo de perder o emprego?”, disse Alexandre no vídeo publicado em rede social.

Veja:



As declarações de Alexandre chocaram até o pai dele, Carlos, que havia feito um vídeo justamente na direção contrária, acalmando seus empregados. Carlos disse que o momento exige união de todos. Ressaltou ainda que, diante de momento tão difícil, o Giraffas estava dando férias coletivas a seus funcionários, pois o momento era de todos ficarem em casa. “A nossa preocupação maior é a tranquilidade de vocês, funcionários”, frisou. Assista:



Filhos de Bolsonaro

Alexandre é visto dentro da empresa como uma pessoa insensível e equivocada. Nos últimos tempos, vem sendo comparado aos filhos do presidente Jair Bolsonaro, que se tornaram mestres em criar problemas para o governo. A diferença é que o pai de Alexandre não compartilha das bobagens ditas e feitas poe ele, ao contrário de Bolsonaro.

O afastamento de Alexandre Guerra da direção do Giraffas foi muito bem recebida pelos empregados da rede de fast food. “Passou da hora de a empresa dar uma respostas a todos os seus funcionários. O que esse senhor fez não é aceitável”, diz um trabalhador.