Jornal Estado de Minas

IMUNIZAÇÃO

Ações mais radicais contra o sarampo

Enquanto o país lida com surtos de sarampo, a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou, nesta semana, projeto que prevê a prisão de quem deixar de vacinar criança ou adolescente. A medida trata de uma mudança no Código Penal e precisa ainda passar pela Comissão de Constituição e Justiça, para depois ir ao plenário da Casa.



O texto, relatado pelo deputado Pedro Westphalen (PP-RS), acrescenta ao Código Penal o crime de omissão e oposição à vacinação. Os responsáveis que se negarem ou se omitirem a vacinar a criança ou adolescente, sem justa causa, poderão sofrer detenção de um mês a um ano ou multa. Ainda de acordo com o projeto, incorre na mesma pena quem divulgar, propagar e disseminar, por qualquer meio, notícias falsas sobre as vacinas componentes de programas públicos de imunização.

"O sarampo é algo que me alertou. A doença se alastrou por todo o país, atingindo, principalmente, jovens. Minha geração tinha a poliomielite", disse Westphalen. O deputado disse que achou importante a inclusão do combate às fake news. 

A desinformação sobre vacina tem sido apontada como um dos fatores para a queda da cobertura vacinal de alguns imunizantes no Brasil e no mundo, o que trouxe de volta surtos de doenças até então controladas, como o sarampo.



ETAPAS O Brasil finalizou, na semana passada, a segunda etapa da campanha nacional de vacinação contra o sarampo, do governo federal, que teve como alvo jovens na faixa de 20 a 29 anos. O Ministério da Saúde estima que 9,4 milhões de pessoas nesse recorte não estejam imunizadas ou tenham tomado só uma dose – são necessárias duas. Na primeira fase, a campanha focou a vacinação de crianças de 6 meses a 4 anos, que têm mais riscos de complicações.

O deputado também protocolou medida que determina que o trabalhador terá de comprovar que está com as vacinas em dia ao ser contratado.