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Estado de Minas GERAL

Justiça Federal de Sergipe determina barreiras para conter avanço de óleo

A decisão tem caráter liminar e determina que, em caso de descumprimento, o governo federal receba multas diárias de R$ 100 mil


postado em 12/10/2019 16:44 / atualizado em 12/10/2019 17:16

A ação civil pública pedindo a responsabilização do governo foi ajuizada pelo Ministério Público Federal de Sergipe na última sexta-feira(foto: Simone Santos/ Projeto Praia Limpa )
A ação civil pública pedindo a responsabilização do governo foi ajuizada pelo Ministério Público Federal de Sergipe na última sexta-feira (foto: Simone Santos/ Projeto Praia Limpa )
A 1ª Vara da Justiça Federal de Sergipe determinou neste sábado, 12, que o governo federal e o Instituto Brasileiro do Meio ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tomem ações contra as manchas de óleo que vem surgindo em todo o litoral do Nordeste desde setembro. Os órgãos devem construir, em até 48 horas a partir da tarde deste sábado, uma barreira marítima para proteger os rios de Sergipe, como a foz do Rio São Francisco.

A decisão tem caráter liminar e determina que, em caso de descumprimento, o governo federal receba multas diárias de R$ 100 mil
. A decisão autoriza o governo a "remanejar verbas do orçamento e eventual dispensa de procedimentos licitatórios para aquisição dos equipamentos necessários".

A ação civil pública pedindo a responsabilização do governo foi ajuizada pelo Ministério Público Federal de Sergipe na última sexta-feira, 11, e pedia que o governo federal adotasse medidas de proteção do litoral do Estado em até 24 horas e, em caso de descumprimento da decisão judicial, solicitava multa de R$ 1 milhão ao dia.

De acordo com o Procurador da República de Sergipe Ramiro Rockenbach, dez praias sergipanas já foram atingidas e o MPF aguardava a resolução da questão em reuniões com o Ibama, já que a ação de proteção nos rios de depende de autorização federal.

No fim da sexta, porém, o MPF decidiu ajuizar a ação civil pública durante o plantão judiciário. "Isso não é papel do MPF nem da Justiça, mas foi necessário. Se a gente pudesse ter dado a ordem para proteger os rios, já tinha feito. A decisão da Justiça Federal dá alguma proteção nesse primeiro momento", afirma.

O jornal O Estado de S. Paulo entrou em contato com o Ibama e aguarda retorno.


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