A Vale divulgou nota neste sábado, 2, esclarecendo que o sistema de alerta sonoro, em caso de rompimento de barragem, é acionado manualmente, a partir de um Centro de Controle de Emergências e Comunicação, com funcionamento 24 horas por dia, que fica localizado fora da área da mina. "Pelas informações iniciais, que estão sendo apuradas pelas autoridades, devido à velocidade com que ocorreu o evento, não foi possível acionar as sirenes relativas à Barragem I. As causas continuam sendo apuradas", afirma a empresa.
A Vale destaca que a Barragem 1 de Brumadinho (MG) estava inativa desde 2016 e possuía todas as declarações de estabilidade aplicáveis, pois passava por constantes auditorias externas e independentes. "Havia inspeções quinzenais, reportadas à Agência Nacional de Mineração, sendo a última datada de 21 de dezembro de 2018", afirma a mineradora.
Segundo a empresa, a estrutura passou também por inspeções nos dias 8 e 22 de janeiro deste ano, com registro no sistema de monitoramento da Vale. Foram realizados ainda um simulado externo de emergência em 16 de junho de 2018, sob coordenação das Defesas Civis e com o apoio da Vale, e um treinamento interno com os empregados em 23 de outubro de 2018.
Rota de Fuga
A mineradora afirma ainda que a rota de fuga prevista no Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM) foi executada e que o treinamento interno com empregados foi realizado em outubro de 2018.
Drenagem
A Vale informa também a presença de dutos para drenagem de água também é medida padrão para garantir a segurança de barragens e trata-se, portanto, de procedimento rotineiro, utilizado mundialmente. "No caso específico da Barragem I, além dos já existentes, foram instalados, em 2018, drenos adicionais como medida complementar antes do início do processo de descomissionamento.
A empresa voltou a falar ainda que a presença de profissionais em barragens, mesmo inativas, em todo o mundo, faz parte das medidas rotineiras e dos procedimentos básicos de segurança e manutenção dessas estruturas. "Permite, por exemplo, desde a leitura de instrumentos e inspeção, até a poda da grama nesses locais", informa.
"No caso específico das imagens veiculadas pela mídia na sexta-feira (01), referentes ao momento exato do rompimento da Barragem I da Mina de Córrego de Feijão, em Brumadinho, os profissionais que aparecem nas imagens na área da barragem estavam realizando tarefas rotineiras", diz.
Conforme a mineradora, uma das atividades executadas era a coleta de dados para atender ao cumprimento de requisitos legais, como determina a própria Agência Nacional de Mineração. "É importante ressaltar que a Barragem I não estava em obras", finaliza a companhia..