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Estado de Minas GERAL

'Saí do hospital sem bengala. Não acreditava', diz aposentado após tratamento


postado em 17/09/2018 08:07

O aposentado Paulo Pires de Oliveira Camargo, de 79 anos, sofreu os efeitos da hidrocefalia de pressão normal (HPN), doença que atinge apenas pessoas com mais de 65 anos e é pouco conhecida da população e até de alguns médicos. A demora no diagnóstico é comum, pois sintomas são parecidos com outras alterações causadas por doenças como Parkinson e Alzheimer.

"Foi no final de 2014 que começaram os sintomas. Primeiro eu andava bem devagarzinho. A impressão, quando levantava, era de que eu ia cair. Os primeiros médicos falaram que era labirintite. Alguns colocavam na conta da diabete: diziam que eram sintomas de neuropatia diabética".

"Fui piorando e passei a usar bengala. Na sequência, fui para a cadeira de rodas. Fiquei mais de dois anos assim. Comecei a ter incontinência urinária também. Quando eu viajava da minha casa, em São Paulo, para Peruíbe (no litoral sul do Estado), tinha de parar cinco ou seis vezes no caminho para trocar a fralda. Era horrível. Com o passar do tempo, fui ficando meio aéreo também. Não conversava, não sorria, estava um moribundo", disse.

"Continuei indo nos médicos. Foram mais de 15. Fiz uma pancada de exames, mas ninguém me dava um diagnóstico preciso. Um deles falou para a minha família que podia ser Alzheimer. Outros disseram que era depressão. Cheguei a tomar antidepressivo, mas também não melhorava. Já estava desacreditado de tudo. Achava que não adiantava fazer mais nada comigo. Já estava no 'bico do corvo'", relatou.

"Minha geriatra, então, botou gás para eu procurar o doutor Fernando (Gomes Pinto, neurocirurgião). Foi ele que me falou da hidrocefalia (de pressão normal) e do tratamento por meio da colocação da válvula".

"Me internei no dia 13 de julho de 2017. Lembro que dois dias depois da cirurgia era meu aniversário, e foi como se tivesse surgido uma nova pessoa. Saí do hospital três dias depois da internação, já andando sem bengala. Eu olhava e não acreditava naquilo".

"Agora, voltou tudo ao normal. Eu vou daqui para Peruíbe sem precisar usar fralda, voltei a dirigir, tenho personal trainer três vezes por semana, faço compras, levo o cachorro no veterinário - tudo sou eu", finalizou.

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