Jornal Estado de Minas

Após polêmica sobre 'masculinidade' de candidatos, PM muda edital

Em resposta às críticas feitas ao edital do concurso para cadetes da Polícia Militar do Paraná, que, dentre outros aspectos psicológicos, tinha como critério a “masculinidade” dos candidatos, a corporação retificou o documentou e substituiu o termo por “enfrentamento”. Em nota, a PM afirmou que “em nenhum momento têm adotado posturas sexistas, discriminatórias e machistas” e que “têm uma mulher no Comando da Corporação, o que mostra a postura da PM em não fazer diferenciação de gêneros”. 

Criticado por especialistas, o texto do edital, afirma a corporação, faz parte de um instrumento criado pelo psicólogo Flávio Rodrigues Costa. O profissional foi procurado pela PM que, de acordo com a nota enviada à reportagem, argumentou que o item “não tem conotação de diferenciação de gênero, sexo ou qualquer forma discriminatória”, que “o teste foi aprovado e validado pela comissão que avalia os instrumentos de avaliação existentes no mercado” e que ele foi validado pelo Conselho Federal de Psicologia. A corporação diz ainda que o mesmo instrumento já foi utilizado em outras instituições públicas. 

Enfrentamento

O item “masculinidade”, que foi definido no edital como “capacidade de o indivíduo em não se impressionar com cenas violentas, suportar vulgaridades, não emocionar-se facilmente, tampouco demonstrar interesse em histórias românticas e de amor”, foi substituído por “enfrentamento”. O novo termo é descrito no documento como a “capacidade de o indivíduo em não se impressionar com cenas violentas, suportar vulgaridades e de não emocionar-se facilmente”. 

Outro ponto que levantou polêmica no edital, mas que não foi modificado, é a exigência de um baixo nível de “amabilidade”, descrita como “a capacidade de expressar-se com atenção, compreensão e empatia às demais pessoas, buscando ser agradável, observando as opiniões alheias, agindo com educação e importando-se com suas necessidades”.






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