Em resposta às críticas feitas ao edital do concurso para cadetes da Polícia Militar do Paraná, que, dentre outros aspectos psicológicos, tinha como critério a “masculinidade” dos candidatos, a corporação retificou o documentou e substituiu o termo por “enfrentamento”. Em nota, a PM afirmou que “em nenhum momento têm adotado posturas sexistas, discriminatórias e machistas” e que “têm uma mulher no Comando da Corporação, o que mostra a postura da PM em não fazer diferenciação de gêneros”.
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O item “masculinidade”, que foi definido no edital como “capacidade de o indivíduo em não se impressionar com cenas violentas, suportar vulgaridades, não emocionar-se facilmente, tampouco demonstrar interesse em histórias românticas e de amor”, foi substituído por “enfrentamento”. O novo termo é descrito no documento como a “capacidade de o indivíduo em não se impressionar com cenas violentas, suportar vulgaridades e de não emocionar-se facilmente”.
Outro ponto que levantou polêmica no edital, mas que não foi modificado, é a exigência de um baixo nível de “amabilidade”, descrita como “a capacidade de expressar-se com atenção, compreensão e empatia às demais pessoas, buscando ser agradável, observando as opiniões alheias, agindo com educação e importando-se com suas necessidades”.