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Estado de Minas

Veolia, dona de aterro sanitário em Guarulhos, rebate críticas sobre projeto


postado em 07/05/2018 17:18

São Paulo, 07 - A Veolia Brasil, dona do aterro sanitário CDR Pedreira, questionou informações do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam) em relação aos seus projetos de ampliação. De acordo com a empresa, o CDR Pedreira não se insere no cone de aproximação do aeroporto de Guarulhos e a distância real do empreendimento é de mais de 9 quilômetros. O Proam argumenta que a distância entre os dois é de cerca de 5 quilômetros.

O CDR Pedreira, de acordo com a Veolia, está devidamente licenciado, com certificação ambiental ISO 14.001, e funcionamento desde 2001 com o recebimento médio de 5.800 toneladas diárias de resíduos, de mais de 20 municípios. Segundo a empresa, o projeto de ampliação consiste em continuar aproveitando o espaço da pedreira que deu origem ao empreendimento e "também utilizar uma área vizinha que já está totalmente impactada por ser o depósito de solo excedente das obras do Rodoanel".

Na avaliação do Proam, a ampliação vai contra a legislação de segurança portuária, que prevê um perímetro de 20 km para garantir a segurança de operação dos aeroportos. Exceções podem ocorrer a critério do órgão ambiental, mas para Carlos Bocuhy, conselheiro do Conama e presidente do Proam, no caso de Guarulhos, haverá um grave prejuízo não só à segurança do aeroporto como à população que vive nas proximidades.

A Veolia argumenta que, segundo o Plano Básico de Gerenciamento de Risco de Fauna, publicado pelo Departamento do Controle do Espaço Aéreo (Decea), não há proibição de ampliações de aterros sanitários em operação já existente, desde que existam as devidas ações para o controle aviário no empreendimento.

Segundo a Veolia, os procedimentos operacionais da empresa visam a evitar a presença de vetores animais e "os monitoramentos da Cetesb ou da autoridade aeronáutica nunca apontaram a presença de aves". "Os estudos e projetos foram desenvolvidos por uma equipe multidisciplinar de mais de 40 especialistas, atendendo rigorosamente aos preceitos técnicos, leis e normas brasileiras e quem decide se há viabilidade ambiental ou não, são os órgãos competentes após uma análise crítica inerente ao processo".

Segundo Bocuhy, do Proam, "o projeto não possui viabilidade ambiental em função de sua alternativa locacional e deve ser objeto de contestação por parte da comunidade local e das autoridades aeroportuárias, como o Comando da Aeronáutica (Coman) e a Infraero".

Mas a Veolia destaca, em nota, que "o projeto contempla a recuperação ambiental, com medidas de proteção, cinturão verde com árvores nativas, implantação de futuras tecnologias com o aproveitamento e valorização dos resíduos, respeitando o meio ambiente e a população".

(Equipe)

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