O Corpo de Bombeiros vai mudar de estratégia nas buscas por vítimas do prédio que desabou no Largo do Paiçandu, no centro de São Paulo, a partir das 3 horas desta quinta-feira, 3. Ao completar 48 horas da queda do prédio, eles devem iniciar o uso de máquinas para retirar os escombros. Até o momento o maquinário só estava sendo utilizado no entorno para evitar quedas bruscas de material onde ainda podem ser encontradas vítimas com vida.
Leia Mais
União pede investigação sobre cobrança de aluguel em prédio que desabouPromotoria e Polícia fazem buscas no Ilume e na casa de Denise AbreuSessão na Câmara para aprovar projetos de Marielle é marcada por polêmicaPrefeitura e movimento fecham acordo para famílias deixarem Largo do PaiçanduTemer vai inaugurar hospital com ala que receberá seu nomeMenino de 8 anos morre após ser picado por escorpião em Ribeirão PretoA formação de bolsões de sobrevivência, onde antes ficavam os andares subterrâneos do prédio, é a principal hipótese dos bombeiros para encontrar possíveis vítimas com vida. "Apesar de muito difícil, ainda trabalhamos com essa possibilidade. Já que nesses locais eles poderiam ter se protegido do impacto e ainda encontrar oxigênio. No entanto, pelas características do desmoronamento e da alta temperatura em que o material estava, essa hipótese se torna cada vez menos provável", disse o tenente.
Com as máquinas, os bombeiros pretendem retirar os escombros do prédio e apagar as chamas que permanecem embaixo do entulho.
Desde a queda, os trabalhos de busca se concentraram principalmente na área entre o prédio e a igreja, onde possivelmente Ricardo Amorim, de 30 anos, caiu, enquanto era resgatado pelo Corpo de Bombeiros. A corda de resgate que ele recebeu dos bombeiros foi encontrada por um cachorro. Nesta região, os materiais são retirados manualmente. O Corpo de Bombeiros trabalha, oficialmente com quatro desaparecidos: Amorim, Selma Almeida da Silva, de 48 anos, e seus dois filhos gêmeos, de 9.
Já participaram da operação 366 bombeiros. Na noite desta quarta-feira, são 72 homens trabalhando no resgate. Durante a noite, o trabalho de retirada do material é mais lento por causa da baixa luminosidade, segundo informou o tenente..