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Estado de Minas

Casa Civil rebate Roraima e diz que governo já repassou R$ 128 mi para saúde


postado em 13/04/2018 20:18

Brasília, 13 - A assessoria de imprensa da Casa Civil da Presidência da República informou nesta sexta-feira, 13, que o governo já repassou "R$ 128 milhões para incrementar o atendimento de saúde no Estado de Roraima, além de R$ 78 milhões para a prefeitura de Boa Vista e R$ 4 milhões para Pacaraima".

Com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para exigir que a União feche temporariamente a fronteira entre Brasil e Venezuela, a governadora de Roraima, Suely Campos (PP), critica a atuação do governo federal na crise migratória de venezuelanos e apontou que a União não efetivou "absolutamente" nada de transferência de recursos para reposição dos gastos "já suportados e futuros".

Há pouco, em Lima, o presidente Michel Temer disse que o fechamento da fronteira com a Venezuela é uma possibilidade "incogitável". Entre reuniões bilaterais paralelas à 8ª Cúpula das Américas no Peru, Temer disse aos jornalistas que avaliou a petição do governo de Roraima e notou que muitos dos pedidos feitos pelo Estado do norte do País já estão sendo executados. "Fechar fronteira é incogitável", disse.

Procurada, a Casa Civil disse que não iria comentar a ação movida pelo governo de Roraima, mas, além de destacar o repasse de recursos, informou que em relação ao acolhimento, "o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) fez um repasse inicial de R$ 793 mil em 2017". "Posteriormente, em março deste ano, foi editada portaria do MDS com previsão de repasse de mais R$ 1,8 milhão ao governo do Estado. No mesmo mês, foi editada portaria com a previsão de repasse no valor de R$ 600 mil à prefeitura de Pacaraima", completou o ministério.

A Casa Civil destacou ainda que para garantir a alimentação dos venezuelanos, foram doadas 82 toneladas de alimentos para abrigados no primeiro semestre de 2017 e, no segundo semestre, foram disponibilizados US$ 300 mil para aquisição de alimentos em Pacaraima. "A MP 823/2018 garante até R$ 190 milhões para viabilizar ações de abrigamentos, alimentação e deslocamento ao longo de todo este ano, enquanto forem necessárias ações humanitárias", escreveu.

(Carla Araújo)

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