O júri popular condenou o ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho a nove anos e quatro meses de prisão, por matar Gilmar Rafael Souza Yared e Carlos Murilo de Almeida. Os jurados entenderam que ele cometeu duplo homicídio com dolo eventual, em que assume o risco de que o crime ocorra. Carli Filho pode recorrer em liberdade.
O julgamento ocorreu em Curitiba, na 2ª Vara Privativa do Tribunal do Júri. O ex-deputado admitiu a culpa pela morte de dois jovens no acidente provocado em maio de 2009. Durante o seu depoimento no primeiro dia de julgamento em Curitiba, em que ele responde por homicídio com dolo eventual, ele disse estar arrependido e chegou a pedir desculpas para as mães das duas vítimas.
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O julgamento recomeçou na manhã desta quarta-feira, 28, com a exposição do promotor Marcelo Balzer, que levantou a questão da ausência da imagens dos radares por onde passou o carro de Carli Filho, na noite do acidente. Balzer lembrou que Carli não poderia estar dirigindo, uma vez que estava com a carteira cassada. Mas, segundo o promotor, ele o fez com a certeza da impunidade, uma vez que mesmo alertado pelo amigo e pelo garçom, insistiu em dirigir.
Um dos pontos ressaltados pelo promotor foi a tentativa da defesa de tentar inverter a culpabilidade pelo acidente, de que os jovens teriam cruzado a preferencial. "Se não bastasse a dor do luto, a família precisa conviver com a revolta", disse Balzer. 'Eu sou culpado' O próprio Carli Filho desconstruiu a tese da sua defesa ao declarar em seu depoimento, no primeiro dia: "Eu quero dizer aqui para quem vai me julgar, para quem está me ouvindo, que eu sou culpado. Eu assumo minha parcela de culpa em tudo o que aconteceu.
O júri é formado por cinco mulheres e dois homens. A expectativa é de que a decisão seja anunciada ainda nesta quarta-feira. A pena de Carli pode ser até de 20 anos de prisão, no entanto, mesmo que seja condenado, ele não deverá ir imediatamente para a cadeia, porque poderá recorrer à segunda instância em liberdade. .