Um homem que seria traficante morreu em um tiroteio na Favela da Rocinha, na zona sul do Rio, na tarde deste domingo, 29. Segundo a Polícia Militar, ele portava uma arma que tinha a inscrição "157", o que indica que faz parte do grupo de Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, apontado como o chefe do tráfico de drogas na comunidade. O criminoso está sendo procurado pela polícia em diferentes favelas há mais de um mês, desde que houve a invasão da comunidade por rivais.
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Moradores fazem protesto na Rocinha depois de mototaxista ser baleadoOperação busca envolvidos na invasão da Rocinha e na morte de comandante no RioNovo tiroteio impede acesso de bombeiros à RocinhaMenina de 12 anos é atingida por bala perdida ao sair de igreja na RocinhaA situação na Rocinha é instável desde o dia 17 de setembro, quando bandidos tentaram tomar o controle dos lucrativos pontos de venda de droga dominados por Rogério 157. Eles agiram a mando de Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, encarcerado no presídio federal de Porto Velho (RO). Nem era o "chefe" de Rogério antes da prisão, em 2011.
A invasão deu início a uma sequência de tiroteios que deixaram a população impedida de sair de casa, interromperam as atividades de escolas, creches, postos de saúde e pontos comerciais, e levaram o Estado do Rio a pedir o auxílio de 500 militares Forças Armadas para auxiliar o trabalho da polícia.
Os efetivos fizeram operações conjuntas por nove dias, e deixaram a favela no dia 29 de setembro, sendo substituídos por 500 policiais.
A população local vive insegura
O secretário de Segurança do Rio, Roberto Sá, esteve na Rocinha na ocasião da saída do Exército, Marinha e Aeronáutica, e afirmou que a polícia faria "seu máximo" para proteger os moradores..