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Estado de Minas

Vídeo mostra execução de rivais do PCC na fronteira com o Paraguai


postado em 23/07/2017 17:25

Sorocaba, 23 - Um vídeo divulgado em redes sociais mostra dois supostos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) executando dois rivais, na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil. Um dos executores fala português e manda um recado para as facções rivais: "Se vier para a fronteira, o bicho vai pegar. Aqui quem manda é o PCC". O segundo homem se expressa em guarani, o que, para a polícia local, mostra que a facção brasileira já cooptou traficantes naquele país.

As imagens mostram os dois executores encapuzados e portando metralhadoras no cômodo de um imóvel, enquanto as vítimas estão sentadas em cadeiras e amarradas com as mãos para a frente. No vídeo, os executores fazem ameaças às facções rivais Comando Vermelho (CV), Família do Norte (FDN) e Primeiro Grupo Catarinense (PGC). A cidade paraguaia é separada da brasileira Ponta Porã (MS) por uma avenida.

A execução teria acontecido na noite de quinta-feira, 20. Os dois corpos foram encontrados carbonizados, na manhã seguinte, em Capitan Bado. Num segundo vídeo, os homens aparecem pisando nos restos carbonizados das vítimas. Um deles ironiza o fato de que um dos corpos não queimou totalmente. O outro diz que se outros "PGC" entrarem no Paraguai também vão "virar churrasco".

As imagens foram divulgadas pelo jornal paraguaio Capitan Bado. A Polícia Nacional do Paraguai em Pedro Juan Caballero confirmou as execuções e informou que até este domingo as duas vítimas não tinham sido identificadas. De acordo com o oficial de plantão, as mortes fazem parte da guerra travada pelas facções na disputa pelo tráfico na região, que vem sendo fortemente combatida pela polícia nacional.

O PCC passou a controlar o tráfico de drogas e armas na fronteira do Paraguai com o Brasil desde a execução do megatraficante Jorge Rafaat Toumani, conhecido como o "rei da fronteira", em junho de 2016. A morte de Rafaat foi atribuída ao brasileiro Jarvis Chimenes Pavão, numa ação estratégica que teria sido apoiada, na época, tanto pelo PCC, quanto pelo CV.

Pavão, que é considerado sucessor do traficante Fernandinho Beira-Mar na região, está preso em Assunção, no Paraguai, mas comandaria o tráfico de dentro do presídio. O PCC é acusado de ter comandado o assalto à empresa de valores Prosegur, em abril deste ano, na paraguaia Ciudad del Este, na fronteira com Foz do Iguaçu, no Paraná.

(José Maria Tomazela)

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