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Estado de Minas

Família brasileira desiste de ir para Bariloche e perde R$ 15 mil


postado em 19/07/2017 08:49

São Paulo, 19 - Uma família brasileira que saiu de Porto Alegre na sexta-feira, 14, com destino a Bariloche, na Argentina, ficou presa por quatro dias em conexão na capital Buenos Aires e nesta terça-feira, 18, desistiu de esperar liberação para seguir viagem. Após nevasca que atingiu o sul do continente, a cidade teve voos cancelados e muitos brasileiros ficaram presos no aeroporto local - cujo serviço ainda é intermitente.

A advogada Ilana Kirinus, de 42 anos, retornou ao Brasil com o pai Sérgio, de 67, e a filha Yasmin, de 12. Entre cancelamentos de passagens aéreas e hospedagens, calcula em R$ 15 mil o prejuízo e entrará com processo de indenização.

Na sexta-feira passada, os três chegaram a Buenos Aires para conexão às 15 horas pela companhia Aerolíneas Argentinas. Segundo ela, o voo já estava cancelado em função da nevasca. A companhia encaminhou os três para um hotel e remarcou o voo para sábado, às 23 horas. “Embarcamos, fomos até Bariloche e não conseguimos pousar. Retornamos ao aeroporto de Buenos Aires”, relata Ilana.

De volta ao hotel, a passagem foi remarcada pela segunda vez. O voo estava marcado para anteontem (segunda-feira), às 15 horas. No check-in, já na segunda-feira, a família foi transferida para o voo das 19 horas. Mas às 21 horas a viagem acabou cancelada. Procurada pela reportagem, a Aerolíneas, que não comentou o assunto até as 20 horas desta terça-feira.

No aeroporto de Bariloche, turistas reclamam de falta de assistência e frio intenso. Cerca de 1,5 mil turistas na cidade, uma das que mais atrai brasileiros no inverno, tiveram voos alterados. Com situação difícil para decolagens, muitos buscaram ir embora de ônibus - o que tem levado mais tempo, por causa dos bloqueios na pista.

Apoio

O embaixador do Brasil em Buenos Aires contatou a ministra do interior da Argentina sobre apoio ao grupo de cidadãos brasileiros retidos em Bariloche, em especial às famílias com crianças e menores. O Ministério das Relações Exteriores também acompanha o caso.

As informações são do jornal

O Estado de S. Paulo.

(Juliana Diógenes)

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