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Estado de Minas

Morador de rua é baleado por PM em Pinheiros


postado em 12/07/2017 21:37

São Paulo, 12 - Um morador de rua foi baleado por um policial militar na Rua Mourato Coelho, em Pinheiros, no início da noite desta quarta-feira, 12, após uma suposta discussão. A corporação fala que o agente foi ameaçado por um pedaço de pau empunhado pelo homem, enquanto testemunhas reclamam da ação que consideram desproporcional.

O reforço policial foi acionado para o local às 18h30. Pouco antes, o homem identificado apenas como Ricardo sofreu ao menos dois tiros durante uma discussão com PMs. Testemunhas relataram que a PM foi primeiramente acionada pelo dono de uma pizzaria após o morador de rua pedir alimento. Com a chegada da viatura, a discussão teria se intensificado, momento em que o homem empunhou o pedaço de madeira.

Testemunhas acrescentaram que, nesse momento, um policial sacou a pistola e realizou os disparos, fazendo com que o homem caísse sem reação próximo ao cruzamento com a Rua Navarro de Andrade. O socorro médico foi acionado e a vítima foi levada para atendimento no Hospital das Clínicas. Não foi informado seu estado de saúde.

O morador de rua Gilvan Artur Leal, de 52 anos, protestou contra a ação policial. "Ele só foi pedir um pedaço de pizza e pouco depois estava sangrando no chão pedindo ajuda", relatou. Segundo moradores da área, Ricardo costumava coletar material reciclável e papelão pelas ruas da região, sendo conhecido da vizinhança e nunca tendo demonstrado comportamento agressivo.

Duas testemunhas relataram à reportagem terem sido abordadas por policiais militares que solicitaram a exclusão de imagens feitas no momento da ocorrência. Um deles, que se identificou apenas como Cleiton, publicitário de 48 anos, disse ter tido o celular tomado e ter sido agredido por um PM. Ele apresentava um ferimento em uma das mãos. "Logo que viram que eu estava filmando, vieram para cima de mim e me empurraram", disse.

Um tenente da Corregedoria da PM realizava diligências no local na noite desta quarta. A corporação não comentou as denúncias de agressão.

(Marco Antônio Carvalho)

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